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CRISTO É A META DO PLANO CRIADOR DE DEUS


A Criação é uma obra-prima planeada com sabedoria e amor. Tudo está cheio de sentido e finalidade. Vista à luz da fé, a Criação é um testemunho vivo da grandeza de Deus e da sua obra criadora cuja meta é Jesus Cristo, através do qual a Humanidade foi incorporada na Família de Deus.

Jesus Cristo é o ponto de encontro do melhor de Deus com o melhor da Humanidade. Nele não havia intenções retorcidas e falsas. Passou a vida a fazer bem a toda a gente, partilhando os bens, a Palavra de Deus e a própria vida. Após a sua ressurreição fez de nós os ramos da videira da qual ele é a cepa. O Espírito Santo é a seiva que vem da cepa para aos ramos, tornando-nos fecundos (Jo 15, 4-5).

O seu jeito de acolher os pobres e perdoar aos pecadores é a expressão fiel do amor de Deus para com a Humanidade. Foi Por esta razão que um dia ele disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10, 30). E depois acrescentou: “Quem me vê, vê o Pai (Jo 14, 9).

Deu-se totalmente à Humanidade. É por esta razão que a sua vida, agora, é de todos nós. É este o sentido profundo na comunhão da Eucaristia: Eis o que ele diz no evangelho de São João: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e eu nele” (Jo 6, 56). A sua fidelidade consistiu nisto: foi tentado como nós, mas permaneceu sempre fiel à vontade do Pai do Céu.
Ao ressuscitar, comunicou-nos a semente da vida Nova, isto é, o Espírito Santo que é o amor de Deus derramado nos nossos corações, diz São Paulo (Rm 5, 5). No alto da Cruz, a força ressuscitadora do Espírito Santo actuou em Jesus, glorificando-o e incorporando-o na comunhão de Deus.

À medida que morria nele aquilo que nos homens é mortal, o que em nós é imortal, ia sendo glorificado e assumido na comunhão da Família Divina. Esta vitória da vida sobre a morte em Jesus fez que ao morrer o último elemento do que era Jesus era mortal o que nele era imortal já estivesse totalmente glorificado.

Deus foi fiel totalmente fiel, impedindo que ele ficasse um só instante sob o domínio da morte. A Carta aos Hebreus diz que foi precisamente isto que Jesus pediu ao Pai no Jardim das Oliveiras: “Nos dias da sua vida terrena, Jesus, com grande clamor e lágrimas, apresentou orações e súplicas àquele que o podia salvar da morte. E foi atendido em atenção à sua fidelidade (Heb 5, 7).

No mistério da Santíssima Trindade, o Espírito Santo é o vínculo de união do Pai com o Filho, agindo como força dinamizadora de comunhão. No mistério da Encarnação, actua do mesmo modo como vínculo de união do Filho Eterno de Deus com o Jesus de Nazaré, o Filho de Maria. Esta união orgânica e dinâmica do Filho Eterno de Deus com Jesus de Nazaré é o ponto de emergência e difusão da vida Nova dos Filhos de Deus.

É aqui a Nascente da Salvação e a assinatura da Nova e Eterna Aliança entre Deus e o Homem. À medida que vamos sendo integrados na dinâmica da Nova Aliança, o Espírito Santo vai-nos incorporando na Família de Deus e vai-nos conduzindo à Verdade Plena, diz Jesus no evangelho de São João (Jo 14, 25-26).

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias


O REINO DE CRISTO É UM POVO DE REIS

A Carta aos Romanos diz que Jesus, ao ressuscitar, foi ungido com o Espírito Santo, sentando-se em seguida à direita de Deus Pai como rei do Universo (Rm 1, 3-5).

Por outras palavras, Cristo rei é a cabeça e a meta de toda a Criação. No entanto ele é um rei que não se impõe pela força, mas pela sua grandeza e perfeição.

Eis as palavras da Carta aos Colossenses: “Ele é a imagem perfeita do Deus invisível e a cúpula de toda a Criação.

Ele é o irmão mais velho de todos nós. Na verdade, foi nele que todas as coisas foram criadas, nos céus e na terra, tanto as visíveis como as invisíveis (…).

Ele é anterior a todas as criaturas e todas subsistem por meio dele. Ele é a cabeça do corpo da Igreja e o princípio de tudo. Ele é o primogénito dos ressuscitados, pois ninguém ressuscitou antes dele.

Foi do agrado de Deus que habitasse nele a medida perfeita de todas as criaturas, tanto das que existem na terra, como das que habitam no Céu.

Foi fiel até à morte de cruz e por isso levou a Criação à sua plena perfeição. Graças à fidelidade plena à sua missão, todos nós fomos reconciliados com Deus” (Col 1, 15-20).

Com este texto magnífico, a Carta aos Colossenses proclama Jesus Cristo como rei e salvador de toda a Humanidade.

Uma vez constituído rei universal, Jesus Cristo decidiu reinar com todos nós. Ele é um rei que nos deu uma Lei Nova com um só mandamento, isto é o Mandamento do Amor.
Se Deus é amor Se o Reino de Jesus Cristo assenta sobre o amor, então todos fomos chamados a reinar com ele através do amor.
Eis as suas palavras: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei.

Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15, 12-13). Na verdade, quando a força de um reino é o amor, todos reinam, pois o amor gera comunhão entre as pessoas.

Antes da morte e ressurreição de Jesus, o Reino de Deus estava no meio das pessoas, diz o evangelho de São Lucas (Lc 17, 21).

Isto significa que durante a vida terrena de Jesus, o Reino de Deus estava apenas a nascer e a crescer no coração de Jesus.

É esta a dinâmica da Encarnação. Depois de Jesus ressuscitar a interacção entre Deus e o Homem passou do interior de Jesus para toda a Humanidade.

Jesus ensinou isto dizendo que tinha uma Água viva para dar, a qual ia fazer brotar uma fonte de Vida Eterna no coração das pessoas (Jo 7, 37-39).

Deste modo a união orgânica entre Deus e o homem que existia no coração de Jesus Cristo, passou do interior de Jesus para o nosso interior.

Com efeito, foi no coração de Jesus que a Divindade se enxertou na Humanidade. Era isto que eu queria dizer quando afirmei que o Reino de Deus começou primeiro a desabrochar no coração de Jesus.

No momento da sua ressurreição o Espírito Santo faz quer o Reino de Deus cresça no coração de todos os seres humanos.

Portanto, após a ressurreição de Jesus Cristo, o Reino de Deus tornou-se uma realidade interior a todos nós, pois Jesus ressuscitado, agora, aproxima-se sempre de nós através do Espírito Santo que ele nos comunica.

Por outras palavras, com a ressurreição de Jesus o Reino de Deus ficou tão perto das pessoas que está ao alcance de todos nós.

Basta fazer silêncio e entrar no nosso interior para nos encontrarmos com Cristo Rei. Isto significa que o nosso coração é o ponto de encontro com Cristo Rei e com a Comunhão Universal do Reino de Deus.

Eis o que diz São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Cor 3, 16).

E mais à frente acrescenta: “Não sabeis que sois templo do Espírito Santo que habita em vós porque o recebestes de Deus e que vós já não vos pertenceis?” (1 Cor 6, 19).

O Espírito Santo é o princípio que dinamiza no nosso coração a interacção amorosa com a Comunhão do Reino de Deus.

É precisamente isto que São Paulo quer afirmar quando diz que “O Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações” (Rm 5, 5).

Comunhão Universal do Reino de Deus é, pois, uma realidade interior a todos nós, pois é a morada de Deus com toda a Humanidade.


A morada de Deus, como sabemos não é um lugar ou uma realidade física. Por outras palavras, a morada de Deus é um campo espiritual contínuo de interacções amorosas, a qual constitui a interioridade máxima do Universo.

A Carta aos Colossenses diz que pela ressurreição de Jesus, Deus libertou-nos do reino exterior das trevas e transferiu-nos para o Reino de seu amado Filho, o qual é interior a tudo e a todos (Col 1, 13).


Era precisamente isto que Jesus quer dizer no evangelho de São João quando afirma a Pilatos que o seu Reino não é deste mundo.


Isto significa que o Reino de Deus é universal e interior a todos que têm um coração aberto ao amor.


O Reino de Deus do qual Jesus é o rei é portanto, um povo de reis no qual todos têm o poder de reinar que não é mais que a capacidade de amar.


A Primeira Carta de São Pedro diz que o Reino de Cristo é constituído por um povo de reis. Eis as suas palavras:

“Vós, porém, sois uma linhagem escolhida, um povo de reis e sacerdotes, uma nação santa. Vós sois um povo escolhido, uma propriedade santa cuja missão é anunciar as maravilhas do Deus que vos chamou das trevas para a sua luz admirável” (1 Pd 2, 9).


Ao ressuscitar, Jesus tornou-se nosso irmão, a fim de reinar connosco e formar um reino sacerdotal e um povo de reis onde existe apenas a lei do amor:


Após a ressurreição, Jesus disse a Maria: “Não me detenhas, pois ainda não subi para o meu Pai.
Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: “Subo para o meu Pai que é também vosso Pai, para o meu Deus que é também vosso Deus” (Jo 20, 17).

O Reino de Deus, portanto, assenta nos pilares da comunhão e do amor. Jesus disse que o seu reino é uma união orgânica constituída por interacções veiculadas pelo amor:

“Permanecei em mim que eu permaneço em vós. Tal como o ramo da videira não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco se não permanecerdes em mim.


Eu sou a videira e vós os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, pois sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 4-5).


O Livro do Apocalipse diz que o Reino de Deus é a Nova Jerusalém, a morada de todos os que reinam com Cristo. Deus está junto de todos como um Pai bondoso está junto dos seus filhos:


“Vi então um Novo Céu e uma Nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido. E o mar também já não existia!


E vi descer do Céu, de junto de Deus, a cidade santa, a Nova Jerusalém, preparada como uma noiva enfeitada para receber o seu esposo.


Depois ouvi uma voz forte que vinha do trono de Deus, dizendo: “Esta é a morada de Deus entre os homens”. Deus habitará com os seres humanos e estes serão o seu povo.


Deus estará com todos, enxugando as lágrimas dos olhos, pois não há morte, nem luto, nem pranto, nem medo, nem dor, pois as primeiras coisas passaram!” (Apc 21, 1-4).


Depois o Livro do Apocalipse acrescenta: “Todos os que vencerem vão herdar estas coisas. Eu serei o seu Deus e eles serão meus filhos” (Apc 21, 7).

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias


HOPE AND CHRISTIAN LIFE

The faith, hope and charity are the three pillars upon which the three pillars on which rest the Christian life.
This means that hope has a central role in Christian Life, because we are sure to get something good that will be the foundation of a perfect and definitive happiness.
In other words hope anticipates and updates the certainty that we will possess the gifts that God has promised the gifts that God has promised for our future.

In reality it is through the door of hope that we can enter to enjoy the future that God has prepared for us, that is, the gifts that God has granted us to possess the fullness of eternal life.
Thanks to the anticipatory power of hope, Christians enjoying in the celebrations what they will be with God on the feast of salvation.

At the same time, the Holy Spirit does in a progressive manner what was promised and guaranteed by the hope.
In fact, the Word of God reveals to us what we will be with Christ and the Holy Spirit accomplishes in our hearts what the Word tells in our mind.

The Word of God enables us to look at things and people with the criteria of God. Our hope is based on the certainty of happiness that God has reserved for us in the fullness of the eternal life.
Based on the hope we await the gifts of God, knowing that he is true and faithful and therefore he will accomplish what he has promising through his word.
The Christian hope is a gift of the Holy Spirit, who enlightens us and awakens in us the desire of the fullness that God has promised us.
The gifts that God promises us not refer only to worldly goods, but also to the spiritual and invisible goods.
This means that our hope goes far beyond earthly things. Christian Hope opens the eyes of believers to see not only the goods of the earth, but eternal life with Risen Christ.

Faith, Hope and Charity grow in our heart at the same pace. It helps us to fulfill the will of God, knowing that this coincides exactly with what is best for us.
Thanks to Hope, the sufferings and death appear to Christian people as events with meaning.

Here is a beautiful teaching of Saint Paul of Saint Paul: “I am sure that the sufferings of this present time are nothing compared to the joy and happiness that will arise from God” (Rm 8, 18).
Thanks to our hope we can celebrate and enjoy just now, what we will be in the future with Jesus Christ.

Rooted in the Word of God, hope assures us that human history is part of a plan of love. These are the words of the prophet Jeremiah with regard to this point:
“I know well the plans I made for you, says the Lord. I planned growth and success for you, and no plans to fail. My plan is it brings you a happy future.
In other words my plan is it brings to you happiness in the future. This is true. Therefore, you can trust me, says the Lord. When I shall give you all that I promise you, you will call for me, make me behold your prayer and I will listen to you (Jer 29, 11-12).

We can say that Christian Hope is a certainty that rests in God's faithfulness. If we trust God we can feel reassured because he can do wonders for us when we trust him.
This is what the Holy Spirit told to Saint Paul when he felt overwhelmed by their fragility: “Just up the force of my grace, for my liberating power is perfect when it comes to helping human weakness” (2 Cor 12: 9).

During the Last Supper, Jesus strengthens the confidence of the Apostles telling them these words: Now you are discouraged.
But see, I will come again and you will cheer because no one can steal your joy (Jo 16, 22). The Letter to the Colossians gives us a wise standard to strengthen our hope:
“Put your minds on things above, not on earthly things (Col 3, 2). The more our hearts have let the Word of God, the more the Holy Spirit transforms it into harmony with the heart of Christ.
Referring to the Scripture, Saint Paul says that everything written in Scriptures was intended to support and strengthen our hope (Rom 15, 4).
In communion with You
Calmeiro Matias


A MORADA DOS RESSUSCITADOS COM CRISTO

Pai Santo,

Louvado sejas por Jesus Cristo e pela plenitude da vida que nos vem por ele.

Ao ressuscitar, Jesus passou da face exterior da realidade para a sua face interior, isto é, para a dimensão na qual acontece essa Comunhão Universal que constitui a vossa Família!

A vossa morada é um campo espiritual contínuo de interacções amorosas, o qual constitui a interioridade máxima do Universo.

Isto significa que tu, Pai Santo, tal como o teu Filho e o Espírito Santo, nunca vêm a nós a partir de fora.
Antes da criação do Universo, Só existia a Santíssima Trindade mistério amoroso de relações.

Agora, Universo está em estruturação. Emerge como uma génese estrutural gigante exterior à realidade de Deus.

Deus Santo,

Sois uma presença interior ao Universo, dinamizando e fazendo avançar a marcha da Criação.

Isto significa que sois uma força que faz avançar, mas sem jamais manipular o processo criador, o qual acontece segundo uma sequência de causas e efeitos.

Isto é possível, Pai Santo, porque tu imprimiste nessa singularidade inicial que deu origem ao big bang um feixe enorme de possibilidades.

É por esta razão que o Universo está marcado com o selo das relações e vós habitais a interioridade máxima do Cosmos.

Pai Santo,

Com a sua ressurreição, Jesus Cristo venceu a morte para si e para nós. Graças ao facto de ser homem connosco, ele faz um todo orgânico e dinâmico com a Humanidade inteira.

No momento da sua morte e ressurreição, ele passou da face exterior da realidade para a sua face interior.

Na véspera deste acontecimento, diz o evangelho de São João, Jesus prometeu aos discípulos que todos nós habitaríamos com ele para sempre na Festa do Vosso Reino:

Eis as palavras da promessa de Jesus, pouco antes de partir para o Pai:

"Não vos deixarei órfãos, pois eu voltarei a vós (...). Nesse dia compreendereis que eu estou no meu Pai, vós em mim e eu em vós" (Jo 14, 18-20).

Com estas palavras, Jesus quis dizer que também nós seremos assumidos com ele na plenitude da Família de Deus.

Este ensinamento de Jesus dá-nos a certeza de que os nossos seres queridos, pelo acontecimento da morte, nasceram para a plenitude da Vida Eterna e estão muito perto de nós.

Pai Santo,

A tua morada assenta em coordenadas de universalidade e equidistância, onde já á não há lonjura, mas só omnipresença e equidistância a tudo e a todos.

Deus Santo, termina a nossa interioridade espiritual limitada começa a interioridade espiritual ilimitada da Comunhão Familiar de Deus cuja força animadora é a pessoa do Espírito Santo.

Por outras palavras, quando pela fé e pelo amor abrimos os nossos corações à transcendência, o Espírito Santo, com seu jeito maternal de amar, introduz-nos na onda da Comunhão Universal do Reino de Deus.

É esta a dinâmica da Nova Criação reconciliada com Deus em Cristo, como diz São Paulo (2 Cor 5, 17-19).
Estamos, pois, perante o mistério do Homem Novo que teve início com a Encarnação e atingiu a sua plenitude com a ressurreição de Cristo.

Através da Encarnação o divino enxertou-se no humano, a fim de este ser divinizado no momento da morte e ressurreição de Jesus Cristo, pois formamos com ele uma união orgânica, interactiva e dinâmica

Com Cristo somos, pois, assumidos na Família Divina como filhos em relação a Deus Pai e como irmãos em relação ao Filho de Deus (Rm 8,14-17).

A Eucaristia é um sacramento cuja linguagem nos fala de modo admirável deste mistério nossa união orgânica com Cristo.

São Paulo diz que quando comemos o pão e bebemos o vinho da Eucaristia estamos a robustecer a nossa união orgânica com Cristo:

"Comemos do mesmo pão porque fazemos um só Corpo" (1 Cor 10, 17).

O evangelho de São João diz que o Espírito Santo é a Carne e o Sangue de Jesus ressuscitado, o qual faz de nós participantes da sua ressurreição:

"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e eu nele.

Assim como o Pai que me enviou vive e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue viverá por mim" (Jo 6, 56-57).

Ao comerem o Pão e beberem o Vinho da Eucaristia, os cristãos estão a afirmar que é no interior da pessoa humana que acontece a união e a interacção que nos diviniza.

Obrigado, Trindade Santa, pelo mistério admirável da Encarnação e da Ressurreição de Cristo!
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias


PARADAISE IS THE GOAL OF HISTORY

We may say that the story of Genesis about the primitive Paradise is an allegory about the plan dreamed up by God to the fullness of time.
This means that it was not a reality existing in a mythical principle, but the fullness that awaits humanity.
These are the words of Saint Paul: “when completed the fullness of time God sent us his Son
born of a woman (...) so that we could be adopted as children (Gal 4, 4-6).

The Letter to the Romans says that Jesus Christ is the New Adam (Rom 5, 17). Jesus is the head of humanity reconciled with God.
This is the reason why he is the Tree of Life that gives us the fruit of eternal life, announced by the Book of Genesis (Gn 2, 9).
The Gospel of Saint John sees Jesus as the mystery of the Tree of Life: “Whoever eats my flesh and drinks my blood has eternal life and I will raise him on the last day.
In fact, my flesh is true food and my blood is true drink. Whoever eats my flesh and drinks my blood remains in me and me in him.
As the Father who sent me live and I live by the Father, so what eats my flesh lives by me (Jo 6, 54-57)
It is interesting to note how Saint John emphasizes that this mystery of the organic communion with the Risen Christ is not cannibalism:
“And if you see the Son of Man ascending to where it was before? It is the Spirit who gives life, the flesh is useless. The words that I said are Spirit and Life (Jo 6, 62-63).

The blood of Christ in glory is the sap of the Tree of Eternal Life, that is, the Holy Spirit. The Jesus humanity is assumed in paradise and incorporated into God's family.
Thus, the Paradise announced by the Book of Genesis is finally reality through Jesus Christ.
Those who are powered by fruit of the Tree of Life, that is, the Holy Spirit, take part in eternal life, because they will be organically incorporated into the Family of God, as Saint Paul says (Gal 4, 4-7).
The Book of Revelation says that in heaven, the elect are all powered by the fruit of the Tree of Life:
“Blessed are those who wash their clothes, in order to enter the gates of the city and have access to the Tree of Life (Apc 22, 14).

The New Life in Christ is not a simple matter of a compliance of ethical standards and structured.
To live in communion with Christ means to be organically united to the risen Jesus. The animating principle of this relationship and communion with the Risen Lord is the Holy Spirit.
This is a gift of God. Let's put an example: compare the man wounded by sin to a lemon tree aged and sick due to rust disease.

Despite being a high quality the lemon tree, now, ravaged by disease bears fruit of poor quality.
The owner decided to save the lemon tree. Then he had the idea to cut a little branch which are still maintained and grafted it to a young and robust orange tree.

Despite being fed by the sap of the orange tree, the lemon tree in a short period of time begins to bear lemons of excellent quality.
The branch of lemon starts producing lemons of excellent quality. This means that the sap of orange tree optimized the fruit of the grafted lemon branch.
This is what happens to humanity trough the mystery of the Incarnation, as Jesus says to the example of the vine:

“Abide in me that I remain in you. As the branch cannot bear fruit of itself, but just staying on the vine, so it will be with you, unless you abide in me.
I am the vine, you are the branches. Whoever remains in me and me in him will bear much fruit for without me you can do nothing (Jo 15, 4-5).
In Communion With You
Calmeiro Matias

THE SAVING POWER OF THE WORD OF GOD

Holy Father
Our heart is the point of encounter with you and your Word. Your word is smooth, but firm and unambiguous.
When we are concerned, your word never leaves us confused and without seeing clearly the way to go. In our heart, your word is a musical melody.

Holy Father

When we experience the novelty of your Word the noise bother because we prefer the silence. In fact, your Word is not like the thunder that scares the children and the elderly.
Your Word gives peace and wisdom to all people of all ages, races, languages and nations.

Holy Father
Your word is heard in the depth of our being, because the Holy Spirit speaks to our hearts. The human being who listens to your word becomes a new person in his heart and his mind.
Never stays the same, because it is creative and effective. Despite being strong and dynamic, your word is not like a hurricane that destroys and causes chaos.

Your Word is not like the torrential rains that destroy the seed and the fruit trees. It is never noisy, because it is heard in the vibrations of love, giving rise to light within the darkness of our suffering.

Holy Father

You are the spring of the Word. When you talk in our inner we feel our heart to vibrate with waves of love.
When a man welcomes your word starts to emerge into his inner an irresistible impulse to announce the New Life and love. In fact, your word raises Apostles and prophets.

Holy Father

You are the Source of the Word. It Speeches today like yesterday, like today, in the morning like afternoon. It is soft, but is secure and firm. It never generates confusion.

Let’s see the teachings of the gospel of Saint John with regard to this issue: “In the beginning was the Word. The Word was God.
It was by the Word that everything came into being. Without the Word nothing came into being.
The Word of Life came into all beings and the life was the Light of Men. The light shines in the darkness but the darkness has not accepted it (1, 1-5).
And then adds: “But to those who received it gave the power to become children of God” (Jo 1, 12). Because it is fertile, your Word is the source of Life!
In Communion With God
Calmeiro Matias


CONTEÚDOS DA FÉ EM FRASES CURTAS

I-A ARTE DE CONSTRUIR O HOMEM

A única força de que dispomos para ajudar os outros a entrar no caminho do amor é amá-los.
O amor propõe-se, mas jamais pode impor-se. De facto, ninguém é capaz de fazer uma lei que obrigue as pessoas a amar.

Isto quer dizer que a pessoa humana não é capaz de amar se não for amada primeiro. Ao criar-nos, Deus capacitou-nos para amar, mas para isso teve de nos amar primeiro.

Eis as palavras da Primeira Carta de São João: “Nós amamos graças ao facto de Deus nos ter amado primeiro” (1 Jo 4, 19).

O amor como capacidade de eleger o outro como alvo de bem-querer tem como raiz a liberdade.
O facto de uma pessoa não nos amar como nós quereríamos não significa que não esteja a amar-nos com o melhor das suas forças.

A caridade é o amor ao jeito de Deus, isto é, o amor universal e incondicional. A caridade tem como raiz a pessoa do Espírito Santo, o qual optimiza o amor humano conferindo-lhe um jeito semelhante ao amor de Deus.

São Paulo diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5, 5).
Ao atingir a complexidade humana, a evolução da vida entrou no limiar das relações amorosas.
Na raiz do mistério da vida está Deus.
Enquanto emergência natural, a vida é o impulso interno que anima a interacção entre a estrutura do ser vivo e as suas funções.

O Homem é capaz de criar uma estrutura orgânica em laboratório, mas não é capaz de activar a função interna desta mesma estrutura.

A nível da pessoa humana, a vida atinge o nível de imagem de Deus. Vista a este nível, a vida aparece-nos como talhada para o dom: quanto mais se dá mais se possui.

Ao darmos as nossas coisas materiais ficamos sem elas. Com a vida espiritual acontece o contrário: quanto mais nos damos, mais nos possuímos.

A nível espiritual a pessoa emerge e estrutura-se através de saltos qualitativos possibilitados pelas relações de amor.

O Homem faz-se, fazendo. O que realiza a pessoa não é o que ela tem, mas as suas opções de amor.

Por outras palavras, a pessoa não vale pelo que tem mas por aquilo em que se vai tornando à medida que se realiza como ser único, original e irrepetível.

O pessoa humana é um ser alicerçado na sua condição de ser único, mas talhado para a reciprocidade da comunhão amorosa.

Na verdade, a pessoa só se possui no face a face da comunhão amorosa. Reduzida a si, a pessoa não se possui encontra a sua plenitude.

Somos chamados a fazer da nossa vida uma obra-prima de humanidade através de relações de amor.

O Espírito Santo é a fonte da verdade. Pecar contra o Espírito Santo é negar o bem evidente ou atribuí-lo a uma fonte maléfica.

Quanto mais o ser humano se humaniza mais humilde se torna. A humildade é a atitude da pessoa que tenta situar-se numa linha de verdade tanto em relação a si como nas relações com os outros.

A pessoa humilde tem uma consciência muito clara deste princípio: Todos temos a possibilidade de ser válidos. Mas só Deus é imprescindível.

A Palavra de Deus transforma a nossa mente, ajudando-a a descobrir sentidos para as coisas e os acontecimentos.

Por seu lado, o Espírito Santo transforma os nossos corações optimizando a nossa capacidade de amar e fazer o bem.

Deus Pai criou-nos para sermos eus filhos. Nunca houve um momento em que Deus Pai não fosse Pai. Isto quer dizer que nunca houve um momento em que o Pai existisse e o Filho não.

Na verdade, não pode existir um Pai sem que exista um filho ao mesmo tempo. A prova de que Deus não é uma inutilidade para nós é o facto de a pessoa que procura realizar interagindo e contando com Deus tem resultados totalmente diferentes.
II- JESUS E A SALVAÇÃO UNIVERSAL

A perfeição da pessoa atinge-se através do dom. A plenitude da pessoa depende da densidade com que ela se dá aos outros.

A nível natural, a marcha da vida termina na morte. Mas com Jesus ressuscitado, a vida venceu a lei da morte.

A ressurreição de Cristo significa a vitória vida sobre a morte. Cristo ressuscitado, diz São Paulo, já não morre mais, pois a morte já não tem domínio sobre ele (Rm 6,9). Ele é o Novo Adão (Rm 5, 17-19).

Ao ressuscitar, Jesus Cristo difundiu para nós a dinâmica recriadora do Espírito Santo, o qual vai corrigindo no nosso íntimo as distorções herdadas do Velho Adão.

A cruz é o sinal vitória de Jesus Cristo sobre a morte, pois a ressurreição de Jesus aconteceu na cruz, não no túmulo.

No momento da sua ressurreição, Jesus entrou na morada de Deus com todos os que tinham coração capaz de amar e comungar.

A morada de Deus é um campo espiritual contínuo de interacções amorosas e que constitui a interioridade máxima do Universo.

Deus vem sempre a nós a partir de dentro. E nós, para nos encontrarmos com Deus temos de entrar no mais íntimo do nosso ser.

No momento de morrer e ressuscitar sobre a cruz, Jesus garantiu ao Bom Ladrão que nessa mesma tarde estariam os dois na plenitude do Reino de Deus:

“Em verdade te digo, disse Jesus, que hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43). No momento de Jesus morrer e ressuscitar, as pessoas que o precederam na História entraram com ele na plenitude da Vida Eterna.

Isto não quer dizer que essas pessoas mudaram de lugar, mas sim que foram assumidos numa nova densidade espiritual, pois passaram a interagir em comunhão directa com Deus.

Isto foi possível porque Jesus Cristo, como homem, faz uma união orgânica, isto é, interactiva, fecunda e dinâmica, animada pelo Espírito Santo.

A salvação, portanto, é para todos os seres humanos capazes de amor e comunhão. Isto quer dizer que as pessoas que optaram pelo amor têm a Vida Eterna.

Por outras palavras, as pessoas que se optaram pelo ao amor têm a Vida Eterna. Com efeito, não há salvação fora de Jesus Cristo, mas isto não significa que a salvação é apenas para os cristãos.

Os cristãos formam um povo chamado a celebrar e anunciar a todos os povos o projecto universal da salvação.

Por se ter dado totalmente, Jesus Cristo é a cabeça da Nova Humanidade e a sua vida passou a ser de todos nós.

III-OS CRISTÃOS E A EVANGELIZAÇÃO


Evangelizar é convidar os Homens a ser irmãos. O caminho da abundância e do sucesso humano passa pela partilha e a cooperação entre as pessoas, as instituições e as nações.


A Humanidade só terá um futuro com sucesso se as pessoas e as nações aprenderem a pôr as riquezas ao serviço do bem de todos.


Do mesmo modo, é fundamental pôr o poder ao serviço da fraternidade e o prazer ao serviço do amor.


A nossa vida tem sentido na medida em que vivemos para amar e nos vamos gastando pelas causas do amor.


Ao dar o mandamento do amor aos discípulos, Jesus estava a ensinar-lhes a arte de conhecer Deus, pois ninguém o pode conhecer se não amar os irmãos (1 Jo 4, 16).


A nossa fé tem como fundamento a mensagem da bíblia, esclarecida no nosso coração pela acção do Espírito Santo.


Tocar o coração de Deus é sintonizar com a acção do Espírito Santo em nós. São Paulo diz que é em sintonia com Deus que o Espírito Santo intercede em nós e por nós (Rm 8, 26-27).


A bíblia não é a Palavra de Deus encadernada. Não é correcto agarrarmo-nos à bíblia como se as suas palavras fossem uma verdade mágica.


A bíblia é um conjunto de narrações que nos descrevem as experiências primordiais da nossa fé e, portanto, são mediação para acontecer em nós a verdade da revelação de Deus.


A bíblia não analisa factos à maneira de um historiador, mas conta histórias para dizer a verdade e a força salvadora de Deus a actuar na História.


Evangelizar é comunicar a alegria da fé e criar condições para que esta seja saboreada e celebrada de modo comunitário.


Evangelizar é ajudar as pessoas a descobrir e saborear uma história de amor da qual elas também fazem parte.


A qualidade da nossa evangelização depende da compreensão que temos de Deus e do Homem e da nossa abertura à acção do Espírito Santo em nós.


Por outras palavras, quanto melhor conhecermos a Deus mais qualidade terá a nossa evangelização.


Quanto mais as pessoas crescem na fé, mais capacitadas estão para descobrir as impressões digitais de Deus no entretecido da criação e na cadeia dos acontecimentos da História.


Uma mente que não evolua na capacidade de criar sentidos para a Vida e de interpretar os acontecimentos à luz da Palavra de Deus não será capaz de crescer na fé.


A evangelização deve conduzir a Cristo, pois ele é o ponto de encontro do melhor de Deus com o melhor do Homem.


A Encarnação é uma dinâmica de grandeza humano-divina que constitui uma união orgânica entre Deus e o Homem.


A partir do momento da Encarnação o Humano e o divino ficam unidos de modo orgânico e intrínseco como a cepa da videira com os seus ramos (Jo 15, 1-7).


A seiva que alimenta e revigora esta união orgânica é o Espírito Santo. É esta a verdade que afirmamos quando dizemos que o Filho de Deus encarnou pelo Espírito Santo.


É este o conteúdo da Nova Aliança, o qual não assenta na letra que mata, diz São Paulo, mas no Espírito Santo que vivifica (2 Cor 3, 6).


Isto significa que o Espírito Santo é o sangue da Nova Aliança, o qual leva a vida divina a todas as articulações e junturas que ligam a Humanidade.


Evangelizar é ajudar o Homem a amar a natureza como um dom especial de Deus. A natureza está zangada com o Homem. Isto quer dizer que Deus está magoado com o modo como o Homem se relaciona com a natureza.


É verdade que a natureza não precisa do Homem para se realizar de modo harmonioso nos seus ciclos: Primavera, Verão, Outono e Inverno.


Mas o Homem pode agir contra o plano de Deus, alterando a harmonia da natureza. A natureza não precisa do Homem para realizar o plano de Deus, mas o Homem precisa da Natureza para se realizar como de modo equilibrado e feliz.


O animal não precisa de sentidos para viver. O Homem, pelo contrário, não se pode realizar sem sentidos e opções correctas em relação ao sentido da vida e às exigências da Criação.


O Reino de Deus é a face interior da realidade. A Beleza e a bondade são os únicos reflexos de Deus que o ser humano pode contemplar.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias