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Pessoa e Missão do Espírito Santo

Nepal, leitura do Ramayana ("O Caminho de Rama"), um épico hindu do séc. V a.C.

                                               

I-Do Sopro Divino ao Amor de Deus em Nós

    a) Do Sopro Vital ao Paráclito
    b)Aliança e Espírito Santo
    c) O Espírito Santo Como Dom
    d) O Espírito Santo Como Dinâmica Amorosa

II-Missão Histórica do Espírito Santo
     a) Dimensão Pedagógica
1) Acção Personalizante
2) Acção Revelacional
b) Dimensão Divinizante
c) Dinamismo Salvador do Espírito Santo


I-Do Sopro Divino ao Amor de Deus em Nós
a) Do Sopro Vital de Deus ao Paráclito

O Antigo Testamento ainda não conhece o rosto comunitário de Deus. Para o Povo Bíblico, Deus é um sujeito único e absoluto chamado Yahvé. O monoteísmo hebraico assenta numa unicidade pessoal e não numa unidade comunitária, como o monoteísmo cristão. Por isso, no começo, os discípulos de Jesus compreendiam Deus à maneira judaica (cf 1 Cor 8, 6; 1 Tim 2, 5).

Segundo o Antigo Testamento, Deus actua na história através da Sua Palavra e do Espírito, o sopro de vida (Gn 1, 1s; Sab 18, 14-19; Jz 3, 10; 6, 34; 1 Sam 10, 6; 2 Sam 22, 24; Is 11, 2; 61, 1-3). O Espírito de Deus consagra os profetas para a sua missão (Num 11, 25-26; 2 Rs 2, 5; Is 11, 2). Também consagra e inspira os reis (1 Sam 10, 9-10; 16, 13). Quando chegarem os tempos messiânicos, o Senhor vai ungir o Messias com o Espírito, a fim de Este realizar a sua missão segundo os critérios de Deus (Is 11, 2; 42, 1; 61, 1).

O Povo de Deus é diferente dos outros povos, pois é consagrado pelo Espírito de Deus. Isto tem a ver com o dom da Sabedoria que vem do Alto: a vida teologal. Esta Sabedoria é, realmente, o que diferencia um cristão de um pagão. Deus vai realizar uma Nova Aliança pela acção do Espírito Santo (Jer 31, 31-33; Ez 36, 26s; 39, 29). Vai transformar, pelo Espírito Santo, o coração a vida das pessoas (Is 34, 16; 63, 10-11).

Ao criar o Homem, Deus insuflou-lhe pelas narinas o sopro de vida “Ruah”(Gn 2, 7). O Espírito vai modelar interiormente o Homem. Deus criou todas as coisas através da Palavra e do Espírito (Jdt 16, 17). Deus vai fazer repousar o Espírito sobre o povo eleito, a fim de este comunicar a sabedoria a todos os povos (Is 42, 1). O Espírito e a Palavra interagem no sentido de realizarem em conjunto o plano de Deus. Nos tempos messiânicos, o Espírito provocará a abundância da palavra (Jl 3, 1-5).

O Novo Testamento reconhece que Jesus é o ungido (Meshiah) para anunciar a Boa Nova aos pobres, a libertação aos cativos e o ano da Graça, isto é, da reconciliação das pessoas entre si e o perdão de Deus (Lc 4, 18-21) ... (Ler o Texto Completo)

Carta sobre o Amor de Deus: c) Mensagem de Deus-Espírito Santo



Eu sou a terceira pessoa da Santíssima Trindade. O meu jeito de ser pessoa é animar as relações de amor na comunhão divina e difundir a força criadora de Deus para o interior das pessoas humanas.

Tenho um jeito maternal de amar. Por isso vos conduzo ternamente ao Pai que vos acolhe como filhos e ao Filho que vos acolhe como irmãos. Fui eu que consagrei Jesus como Messias, pondo o seu interior em total comunhão com o plano de Deus e dando-lhe força para ser incondicionalmente fiel à sua missão (Mc.1,10).

Estive presente à génese da Encarnação no seio de Maria, pondo em interacção directa a interioridade espiritual do Filho eterno de Deus com a interioridade espiritual do homem Jesus, o filho de Maria. De tal modo esta união orgânica é plena e total que o filho e Maria e o Filho de Deus formam um e o mesmo, apesar de um ser plenamente humano e o outro plenamente divino. O Baptismo no Espírito significa que eu vou dizendo a Palavra de Deus no interior dos cristãos, ajudando-os a viver como filhos de Deus e a anunciar a Boa Nova da Salvação aos que não são cristãos (Mt.3,11) ... Ler Mais ...

Carta sobre o Amor de Deus: b) Mensagem de Deus-Filho

       

Fiz-me vosso irmão por amor. Eu sabia que se me fizesse vosso irmão vós vos tornaríeis filhos de Deus meu e vosso Pai. Por isso resolvi encarnar. Amo-vos como um irmão totalmente leal e fiel. Permanecei no meu amor e sereis felizes (Jo.15,9). Como sabeis, ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo seu amigo (Jo.15,13). Ninguém será capaz de anular este amor que tenho por vós. Por isso o meu Apóstolo Paulo disse: “Quem será capaz de nos excluir do amor de Cristo?” (Rm.8,35).
       
Fazei o bem aos vossos irmãos. Lembrai-vos do grande amor com que vos amei (Ef.2,4). O amor do Pai por vós cumpriu-se no meu jeito de vos amar (1Jo.2,5). Amei-vos ainda antes de me conhecerdes e quando ainda éreis pecadores. Os fariseus acusaram-me e perseguiram-me, dizendo que eu comia com publicanos e pecadores (Mt.11,19). A minha relação convosco é de amigo e irmão e não de criado ou escravo. Por esta razão vos dei a conhecer os segredos que o Pai me revelou (Lc.12,4). Trato-vos como amigos e não como servos (Jo.15,15) ... Ler Mais ...

Carta sobre o Amor de Deus: a) Mensagem de Deus-Pai






Olá! Publicamos esta semana em 3 partes um texto de certeza já conhecido pela maioria do que passam por aqui, pois o pe. Santos partilhava-o frequentemente nos seus blogs. Como o seu primeiro site Escolhe Deus antes que Anoiteça (www.calmeiro-matias.com) deixou de estar disponível (por motivos que eu desconheço), fica disponível aqui para quem o quiser utilizar. Um abraço!



Gosto muito de vós, pois criei-vos à minha imagem e semelhança. Eis a razão pela qual vós sois pessoas famintas de ternura e amor. Criei-vos homens e mulheres, a fim de vos abrirdes ao diferente e ao novo. Amei-vos ainda antes de existirdes (Gn.1,26-27). Podeis contar comigo, pois sou fiel e amei-vos com amor eterno (Jer.31,3; 1Cron.16,34). Eu faço maravilhas, pois o meu amor é terno e carinhoso (Sal.136,4). É este amor que vos sustém na vida (Sal.94,18).

Vede a prova de amor que vos dei: enviei-vos o meu próprio Filho (Jo.3,1). Fiz isto para fazer de vós meus filhos. Também vos enviei o Espírito Santo que é o meu amor derramado nos vossos corações (Rm.5,5). O meu Filho, ao ressuscitar, enviou-vos o Espírito Santo para fazer de vós seus irmãos. E eu enviei-vo-lo para fazer de vós meus filhos (Rm.8,14-17; Ga.4,6-7) ... Ler Mais ...

Carta sobre o Amor de Deus: c) Mensagem de Deus-Espírito Santo


Eu sou a terceira pessoa da Santíssima Trindade. O meu jeito de ser pessoa é animar as relações de amor na comunhão divina e difundir a força criadora de Deus para o interior das pessoas humanas.

Tenho um jeito maternal de amar. Por isso vos conduzo ternamente ao Pai que vos acolhe como filhos e ao Filho que vos acolhe como irmãos. Fui eu que consagrei Jesus como Messias, pondo o seu interior em total comunhão com o plano de Deus e dando-lhe força para ser incondicionalmente fiel à sua missão (Mc.1,10).

Estive presente à génese da Encarnação no seio de Maria, pondo em interacção directa a interioridade espiritual do Filho eterno de Deus com a interioridade espiritual do homem Jesus, o filho de Maria. De tal modo esta união orgânica é plena e total que o filho e Maria e o Filho de Deus formam um e o mesmo, apesar de um ser plenamente humano e o outro plenamente divino.
O Baptismo no Espírito significa que eu vou dizendo a Palavra de Deus no interior dos cristãos, ajudando-os a viver como filhos de Deus e a anunciar a Boa Nova da Salvação aos que não são cristãos (Mt.3,11).

Sou eu que vos introduzo no íntimo da família de Deus, fazendo de vós filhos e herdeiros de Deus Pai e irmãos e co-herdeiros de Deus Filho (Rm.8,14-16). Conduzi Jesus para aquele jeito característico de amar: anunciar o Evangelho aos pobres, curar os doentes, fazer os coxos caminhar e os cegos ver (Lc.4,16-21).

Eu sou a Água viva que Jesus prometeu à Samaritana e aos judeus quando lhes falou à porta do Templo (Jo.4,14; 7,37-39). Sou o Revelador que, no vosso íntimo, vos ilumina e conduz para a compreensão perfeita do Plano Salvador de Deus. Sou o Consolador que vos conforta e dá força no momento das dificuldades. Ao mesmo tempo sou luz que vos conduz para a verdade total (Jo.16,7-15). Quando os inimigos da Fé vos atacarem estai confiantes, pois eu porei na vossa boca as palavras certas para vos defenderdes e dardes provas de que existe um Deus que é justo e verdadeiro (Mt.10,20; Mc.13,11).

Sou eu que faço cair dos olhos dos que aderem a Jesus Cristo essas escamas que obscurecem a mente e impedem a pessoa de compreender o mistério do Reino de Deus. Quando essas escamas caiem dos olhos o crente torna-se um Apóstolo à maneira de São Paulo (Act.10,44-47). No vosso interior sou o dinamismo da acção salvadora a actuar em vós. Sou o amor de Deus derramado nos vossos corações, a fim de vos fortalecer, curar as feridas dos vossos pecados e capacitar-vos para anunciardes o Evangelho no mundo (Rm.5,5).

Sou eu que vos faço compreender a profundidade do mistério de Cristo e da Salvação da Humanidade, Sou eu que vos dou a Sabedoria que vem do alto conferindo-vos razões para celebrar com alegria o amor salvador de Deus e saborear a grande Notícia da Salvação (1Cor.2,10-15). Com o meu jeito de animar as relações entre as pessoas divinas e humanas sou eu quem torna a vossa oração um verdadeiro diálogo com Deus. Se orardes comigo a vossa oração deixará de ser multiplicidade de rezas à maneira dos pagãos (Mt.6,7-8).

Sou eu que vos introduzo na família de Deus, do mesmo modo sou eu que vos faço compreender o significado profundo da expressão que Jesus vos ensinou como modo de orar: “Pai-Nosso”. Só orando comigo a vossa oração será diálogo e comunhão com Deus (Rm.8,26-27). No vosso íntimo eu sou o selo de Deus que vos dá a garantia de estardes marcados para o dia da Salvação (2Cor.1,22-23).

As profecias são inspiradas por mim. A pessoa que profere uma profecia verdadeira está comunicando a mensagem que eu lhe inspiro no mais profundo do seu coração. Nenhuma profecia verdadeira é mera obra da sabedoria humana ou da simples inteligência humana como diz a segunda carta de Pedro (2Ped.1,21).

Eu sou, no vosso íntimo, o princípio da Vida Nova. Jesus ensinou-vos que existe entre vós e Ele uma união orgânica semelhante à que existe entre a cepa da videira e os ramos da mesma. Eu sou a seiva da cepa que dá vida aos ramos. É por Cristo que eu penetro no interior das junturas que articulam a união entre os ramos e a cepa. Por esta razão só estando unidos a Cristo me podeis receber como seiva da Vida Eterna.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

PROCLAIMING WONDERS OF OUR GOD

Holy God
You are three persons in perfect communion of love. The universe reveals the power of your infinite love that raises every day new wonders in the Universe and in the heart of human people.
Holy Spirit
Your presence in the heart of man enables him to perform wonders giving rise to different things, through technical works, scientific search, by the creative arts or love.
We praise you for your loving presence in the creative march of the universe.
Dear Father
the multitude of creatures cannot praise and blessed God for the beauty of Creation we want to lend our voice to praise you on your behalf saying:

Glory to you, that created us to live and to love.
Glory to you, our God that created the Nature as a book full of teachings.
Glory to you our God because you show us all your infinite perfections.
Praise to you that is creating and marking the creation of the seal of perfection.
Glory to you our God because you give us so many moments of joy.
Praise to you that gave us so many magnificent experiences of happiness.
We give glory to you by the mountains that you created and invited us to look the blue sky and the stars.
We give glory to you by seas and lakes that reflect the bright sunlight and the soft blue of heaven.
We Praise to you by the rivers that go watering the earth, making it more generous and fruitful.
You give glory to you by the wild animals whose tenderness for her children is admirable.
Glory to you by parents capable of great sacrifices for their children
Praise to you by mothers and by their ability to communicate tenderness.
Praise to you Glory to you that have revealed your loving face to us.
We give glory to you by the harmonious singing of birds.
We Praise to you by the mystery of the Incarnation through which the divine is grafted in the human to make us to live in the Family of God.
We give glory to you by the universal party of life in which take part the plants, animals and human beings.
We give Glory to you by dreams and plans of love dreamed up by humans as a wonderful plan.
We praise you because human perfection coincides with the universal communion between you and us.
Praise to you by the perfume of violets, lilies and the scent of the roses.
We give glory to you for the multitude of fish that inhabit the seas, rivers and lakes.
We give glory to you for the fruits and their delicious tastes.
We give glory to you by the sweetness of the honey that bees produce absolutely free.
We praise to you by the many people who smiled at us enabling us to smile at others.
Glory to you by the power of the Holy Spirit that calls and empowers us to bare good fruits, facilitating the achievement of our brothers and achieve our happiness.

Praise to you by the eternal life that the Holy Spirit makes grow in our hearts.
We give Glory to you by the light of the sun that every morning gives a multitude of colors and
shapes that we can see and taste.
We give glory to you by the affection of the people who loved us, enabling us to love our brothers.
Praise to you that because by the tenderness which you communicate to us through the tenderness of the people who have made us well.

Praise to you by the resurrection of Christ that got us the victory over death.
Praise to you by the creative power of the Holy Spirit, within us, re-creating us and configuring with the Risen Christ.
Praise to you by the children whose transparency invites us to be true.
Praise to you because you put us on this earth full of colors, and declarations of love.
Praise to you by the serene nights that invite us taste the peace, serenity and provides us the appropriate environment for the rest.
Glory to you by the joy that emerges in people’ hearts that accepted to be guided by the wisdom of the Holy Spirit.
Praise to you by men and women who fight for justice and human rights which are the solid pillars of peace.
Praise to you by people who have the gift of making others happier.
Praise to you whose home is the spiritual and continuous field of interactions of love, which is the inner maximum of the Universe.
We give glory to you because you come to us from within of the Universe.
Praise to you by the magnificent gifts that you that you provide us every day.
We give Glory to you because you created us in your image and likeness.
We give glory to you because you invite us to walk to you.
We give Glory to you because you give us your Holy Spirit as God's love poured out in our hearts.
We give Glory to you who created us unfinished, so that we might build us as free, conscious and responsible people.
Praise to you because your providential love has protected us in so many moments of danger.
Praise to you by the way by the way your Word helps us to understand that World the meaning of life, the dynamic of History and Universe.
We give Glory to you because of the New and Eternal Covenant that you did with us in Jesus Christ.
Praise to you because the Holy Spirit who is the living water that brings forth in us a source of eternal life.
We give Glory to you because you welcomed us as members of your Family.
Glory to you, Holy Trinity, because you are Father, Son and Holy Spirit! Glory to You who are the Father, Son and Holy Spirit!
We give Glory to you because your plan of salvation is a gift to all human beings.
In Communion With You
Calmeiro Matias


WALKING WITH GOD AND IN GOD

At the moment of his death and resurrection, Jesus passed from the outside to the inside of all things, that is, from the space and time to the inner side of the Cosmos.

Here are the words of Jesus in the Gospel of Saint John: “Then you will understand that I am in my Father and you in me and me in you” (Jo 14, 20).
This means that leaving the dimensions of space and time, Jesus entered the universal dimensions and became present to everyone and everything.

In reality, the dwelling of God is a spiritual realm of continuous relationships of love that is the inwardness of the Universe.

In the language of faith, this is the Universal Fellowship of Saints. This means that those who already have passed away are part of this Universal Communion of Saints and inhabit the dimensions of ubiquity.

They are close to everything and everyone, because for them there is no remoteness or distance.
When we say, for example, that by the Incarnation the Son of God came to us, we are not claiming that he moved from one place to another.
In reality, We are claiming that the Son of God interacted with humans in a directly manner directly.

In fact the mystery of Incarnation takes place between the inner self of the Son of God and the spiritual inner of Jesus of Nazareth.
In other words, for the mystery of the Incarnation the human interiority of Jesus of Nazareth and the divine interiority of the Eternal Son of God began to interact in a direct and organic manner by the force of the Holy Spirit.
In the moment of the resurrection of Jesus, the human and the divine joined organically by the Holy Spirit in the heart of Jesus.
Thus the kingdom of God passed for our interior and we have been deified, by the force and tenderness of the Holy Spirit.
Saint Paul expresses this mystery by saying that the Holy Spirit is the love of God poured into our hearts (Rom 5, 5).

This dynamic of the Kingdom of God acting within us is symbolized in a special way by the sacrament of the Eucharist.

According to the gospel of Saint John the risen Jesus is the food that energizes and strengthens our divine life said Jesus:

“Whoever eats my flesh and drinks my blood will live forever and I shall raise him on the last day. Whoever eats my flesh and drinks my blood remains in me and me in him.

As the Father who sent me live and I live by the Father, so whoever eats me will live because of me (Jo 6, 54-57).

To live the mystery of the kingdom of God as an inner reality it feels like a people walking with God and in God.

In Communion with You
Calmeiro Matias


Carta sobre o Amor de Deus: a) Mensagem de Deus-Pai




Gosto muito de vós, pois Criei-vos à minha imagem e semelhança. Eis a razão pela qual vós sois pessoas famintas de ternura e amor. Criei-vos homens e mulheres, a fim de vos abrirdes ao diferente e ao novo. Amei-vos ainda antes de existirdes (Gn.1,26-27). Podeis contar comigo, pois sou fiel e amei-vos com amor eterno (Jer.31,3; 1Cron.16,34). Eu faço maravilhas, pois o meu amor é terno e carinhoso (Sal.136,4). É este amor que vos sustém na vida (Sal.94,18).

Vede a prova de amor que vos dei: enviei-vos o meu próprio Filho (Jo.3,1). Fiz isto para fazer de vós meus filhos. Também vos enviei o Espírito Santo que é o meu amor derramado nos vossos corações (Rm.5,5). O meu Filho, ao ressuscitar, enviou-vos o Espírito Santo para fazer de vós seus irmãos. E eu enviei-vo-lo para fazer de vós meus filhos (Rm.8,14-17; Ga.4,6-7).

Não tendes razão para ter medo de mim. Dei provas claras do amor que vos tenho. O meu coração está cheio de ternura e piedade por vós (Ex.34,6). Adão, com o seu orgulho, colocou-vos numa situação desfavorável. Através do meu Filho perdoei o vosso pecado e coloquei-vos de novo numa situação favorável para vos realizardes de modo feliz e poderdes vir a viver comigo (2Cor.5,17-21).

Eu desejo estar unido a vós como um Pai bondoso quer estar unido aos seus filhos. O meu Filho unido a mim, vós unidos ao meu Filho e todos animados pela ternura maternal do Espírito Santo formamos uma única comunhão orgânica (Jo.17,21-23). O meu grande amor por vós levou-me a perdoar totalmente o vosso pecado (Sal.5,3).

Vós não me conhecíeis, mas o meu Filho falou-vos de mim, a fim de vós passardes a conhecer-me (Jo.1,18). Ele foi-me totalmente fiel. Tudo o que fez estava rigorosamente de acordo com a minha vontade. Por isso ele disse: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9). O meu amor é como o Sol: chega para todos e ninguém o esgota. O meu amor é difusivo, isto é, derrama-se para todos. Por isso vos peço que vos ameis uns aos outros e vos perdoeis. A maneira concreta de acolher o meu perdão é perdoardes aos vossos irmãos (Mt.6,14).
       
O modo de o meu Filho vos amar correspondeu exactamente ao meu amor por vós. Por isso Ele disse: “Quem me vê, vê o Meu Pai” (Jo.10,30). O meu Filho vive por mim. Isto quer dizer que existe uma perfeita comunhão de amor entre mim e o meu Filho. O Espírito Santo é uma pessoa cujo jeito de ser é animar as relações de amor e comunhão. É no Espírito Santo que acontece esta vida de diálogo e comunhão com o meu Filho.
       
Assim como o meu Filho vive por mim, também vós vivereis pelo meu Filho se estiverdes unidos a Ele. É exactamente esta a nossa vontade, a minha e a do meu Filho, a vosso respeito (Jo.17,21-23). Tudo o que me pedirdes em comunhão com o meu Filho, podeis ter a certeza de que eu vo-lo hei-de conceder (Jo.16,23-27).
       
É o facto de eu vos amar como filhos que leva o Espírito Santo a clamar nos vossos corações “Abba” que quer dizer papá. Era assim que Jesus se dirigia a mim (Ga.4,6). Só eu mereço verdadeiramente o nome de Pai. Os vossos pais são mediações do meu amor paternal. Eu não procrio, mas o meu amor tem um jeito plenamente paternal. Foi isto que levou o meu Filho a dizer um dia aos seus discípulos: “A ninguém chameis pai sobre a terra, pois um só é verdadeiramente o vosso Pai: o que está nos Céus” (Mt.23,9).
       
Quando orardes, não digais muito palavreado. Dizei coisas simples. Falai comigo como o filho fala com o seu pai quando este é bondoso. Dizei como disse o meu Filho: “Pai-nosso que estais no céu” (Mt.6,9). Não digais muitas palavras, pois eu sei bem do que tendes necessidade, ainda antes de vós me pedirdes (Mt.6,8). Em relação ao amor fraterno e ao perdão, sede perfeitos como eu sou perfeito, pois mando o Sol sobre bons e maus (Mt.5,48).

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

Carta sobre o Amor que Deus nos tem



a) A Mensagem de Deus Pai
b) A Mensagem de Deus Filho
c) A Mensagem de Deus Espírito Santo


        a) A Mensagem de Deus Pai

Gosto muito de vós, pois Criei-vos à minha imagem e semelhança. Eis a razão pela qual vós sois pessoas famintas de ternura e amor. Criei-vos homens e mulheres, a fim de vos abrirdes ao diferente e ao novo. Amei-vos ainda antes de existirdes (Gn.1,26-27). Podeis contar comigo, pois sou fiel e amei-vos com amor eterno (Jer.31,3; 1Cron.16,34). Eu faço maravilhas, pois o meu amor é terno e carinhoso (Sal.136,4). É este amor que vos sustém na vida (Sal.94,18).

Vede a prova de amor que vos dei: enviei-vos o meu próprio Filho (Jo.3,1). Fiz isto para fazer de vós meus filhos. Também vos enviei o Espírito Santo que é o meu amor derramado nos vossos corações (Rm.5,5). O meu Filho, ao ressuscitar, enviou-vos o Espírito Santo para fazer de vós seus irmãos. E eu enviei-vo-lo para fazer de vós meus filhos (Rm.8,14-17; Ga.4,6-7).

Não tendes razão para ter medo de mim. Dei provas claras do amor que vos tenho. O meu coração está cheio de ternura e piedade por vós (Ex.34,6). Adão, com o seu orgulho, colocou-vos numa situação desfavorável. Através do meu Filho perdoei o vosso pecado e coloquei-vos de novo numa situação favorável para vos realizardes de modo feliz e poderdes vir a viver comigo (2Cor.5,17-21).

Eu desejo estar unido a vós como um Pai bondoso quer estar unido aos seus filhos. O meu Filho unido a mim, vós unidos ao meu Filho e todos animados pela ternura maternal do Espírito Santo formamos uma única comunhão orgânica (Jo.17,21-23). O meu grande amor por vós levou-me a perdoar totalmente o vosso pecado (Sal.5,3).

Vós não me conhecíeis, mas o meu Filho falou-vos de mim, a fim de vós passardes a conhecer-me (Jo.1,18). Ele foi-me totalmente fiel. Tudo o que fez estava rigorosamente de acordo com a minha vontade. Por isso ele disse: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9). O meu amor é como o Sol: chega para todos e ninguém o esgota. O meu amor é difusivo, isto é, derrama-se para todos. Por isso vos peço que vos ameis uns aos outros e vos perdoeis. A maneira concreta de acolher o meu perdão é perdoardes aos vossos irmãos (Mt.6,14).
       
O modo de o meu Filho vos amar correspondeu exactamente ao meu amor por vós. Por isso Ele disse: “Quem me vê, vê o Meu Pai” (Jo.10,30). O meu Filho vive por mim. Isto quer dizer que existe uma perfeita comunhão de amor entre mim e o meu Filho. O Espírito Santo é uma pessoa cujo jeito de ser é animar as relações de amor e comunhão. É no Espírito Santo que acontece esta vida de diálogo e comunhão com o meu Filho.
       
Assim como o meu Filho vive por mim, também vós vivereis pelo meu Filho se estiverdes unidos a Ele. É exactamente esta a nossa vontade, a minha e a do meu Filho, a vosso respeito (Jo.17,21-23). Tudo o que me pedirdes em comunhão com o meu Filho, podeis ter a certeza de que eu vo-lo hei-de conceder (Jo.16,23-27).
       
É o facto de eu vos amar como filhos que leva o Espírito Santo a clamar nos vossos corações “Abba” que quer dizer papá. Era assim que Jesus se dirigia a mim (Ga.4,6). Só eu mereço verdadeiramente o nome de Pai. Os vossos pais são mediações do meu amor paternal. Eu não procrio, mas o meu amor tem um jeito plenamente paternal. Foi isto que levou o meu Filho a dizer um dia aos seus discípulos: “A ninguém chameis pai sobre a terra, pois um só é verdadeiramente o vosso Pai: o que está nos Céus” (Mt.23,9).
       
Quando orardes, não digais muito palavreado. Dizei coisas simples. Falai comigo como o filho fala com o seu pai quando este é bondoso. Dizei como disse o meu Filho: “Pai-nosso que estais no céu” (Mt.6,9). Não digais muitas palavras, pois eu sei bem do que tendes necessidade, ainda antes de vós me pedirdes (Mt.6,8). Em relação ao amor fraterno e ao perdão, sede perfeitos como eu sou perfeito, pois mando o Sol sobre bons e maus (Mt.5,48).

        b) A Mensagem Deus Filho

Fiz-me vosso irmão por amor. Eu sabia que se me fizesse vosso irmão vós vos tornaríeis filhos de Deus meu e vosso Pai. Por isso resolvi encarnar. Amo-vos como um irmão totalmente leal e fiel. Permanecei no meu amor e sereis felizes (Jo.15,9). Como sabeis, ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo seu amigo (Jo.15,13). Ninguém será capaz de anular este amor que tenho por vós. Por isso o meu Apóstolo Paulo disse: “Quem será capaz de nos excluir do amor de Cristo?” (Rm.8,35).
       
Fazei o bem aos vossos irmãos. Lembrai-vos do grande amor com que vos amei (Ef.2,4). O amor do Pai por vós cumpriu-se no meu jeito de vos amar (1Jo.2,5). Amei-vos ainda antes de me conhecerdes e quando ainda éreis pecadores. Os fariseus acusaram-me e perseguiram-me, dizendo que eu comia com publicanos e pecadores (Mt.11,19). A minha relação convosco é de amigo e irmão e não de criado ou escravo. Por esta razão vos dei a conhecer os segredos que o Pai me revelou (Lc.12,4). Trato-vos como amigos e não como servos (Jo.15,15).
      
Ao encarnar tornei-me para vós a fonte da vida. É por mim que podeis participar na plenitude da ressurreição (Jo.11,25). Por ser o Salvador dou sentido pleno à vossa vida. Para vós eu sou realmente o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo.14,6). Pela Encarnação faço convosco uma união orgânica. Sou para vós a fonte da vida nova. Com efeito, eu sou o Pão do Céu que dá a vida eterna (Jo.6,50-57).
       
Sou o Bom Pastor que dá a vida por vós, pois fui perseguido, mal tratado e morto para vos conduzir à vida plena (Jo.10,11-14). Vós tereis vida e dareis muitos frutos na medida em que estiverdes unidos a mim, tal como os ramos da videira, para dar fruto, têm de estar unidos à cepa (Jo.15,1-7).

Antigamente, Deus falou através profetas, revelando o seu plano de Salvação. Mas o modo como essa revelação chegava às pessoas era ainda muito limitada. Agora, eu trouxe a revelação perfeita, pois vim de junto do Pai. Por isso chegaram os tempos da revelação plena e perfeita. Por esta revelação podeis compreender como, através de mim, vos tornastes família de Deus (Heb.1,1-4).

Através de Adão, a Humanidade ficou bloqueada e não podia atingir a plenitude da comunhão com Deus. Eu vim e a Humanidade ficou plenamente reconciliada com Deus (2 Cor, 5, 17-21). O meu Apóstolo Paulo tem toda a razão quando afirma que a morte veio por Adão e por Cristo veio a vitória sobre a morte e a vida plena para todos (1Cor.15,20-21). Adão, criado à imagem de Deus, reivindicou ser igual a Deus. Por isso foi humilhado e castigado. Eu, que sou o Filho de Deus, não andei por aí a exibir-me e a reivindicar qualquer igual com Deus (Flp.2,5-11).

Na medida em que estiverdes unidos a mim sereis uma nova criação. A Humanidade foi reconciliada com Deus (Flp.2,5-11). Pela ressurreição tornei-me sumo-sacerdote, isto é, medianeiro de salvação para todas as pessoas humanas. Com efeito, ninguém pode salvar-se senão por mim. Eu sou o sacerdote da Nova Aliança, isto é, o medianeiro da plenitude da Salvação (Heb.7,22-29). É por mim que sois incorporados e assumidos na Família de Deus.


c) A Mensagem de Deus Espírito Santo


Eu sou a terceira pessoa da Santíssima Trindade. O meu jeito de ser pessoa é animar as relações de amor na comunhão divina e difundir a força criadora de Deus para o interior das pessoas humanas.

Tenho um jeito maternal de amar. Por isso vos conduzo ternamente ao Pai que vos acolhe como filhos e ao Filho que vos acolhe como irmãos. Fui eu que consagrei Jesus como Messias, pondo o seu interior em total comunhão com o plano de Deus e dando-lhe força para ser incondicionalmente fiel à sua missão (Mc.1,10).

Estive presente à génese da Encarnação no seio de Maria, pondo em interacção directa a interioridade espiritual do Filho eterno de Deus com a interioridade espiritual do homem Jesus, o filho de Maria. De tal modo esta união orgânica é plena e total que o filho e Maria e o Filho de Deus formam um e o mesmo, apesar de um ser plenamente humano e o outro plenamente divino.
O Baptismo no Espírito significa que eu vou dizendo a Palavra de Deus no interior dos cristãos, ajudando-os a viver como filhos de Deus e a anunciar a Boa Nova da Salvação aos que não são cristãos (Mt.3,11).

Sou eu que vos introduzo no íntimo da família de Deus, fazendo de vós filhos e herdeiros de Deus Pai e irmãos e co-herdeiros de Deus Filho (Rm.8,14-16). Conduzi Jesus para aquele jeito característico de amar: anunciar o Evangelho aos pobres, curar os doentes, fazer os coxos caminhar e os cegos ver (Lc.4,16-21).

Eu sou a Água viva que Jesus prometeu à Samaritana e aos judeus quando lhes falou à porta do Templo (Jo.4,14; 7,37-39). Sou o Revelador que, no vosso íntimo, vos ilumina e conduz para a compreensão perfeita do Plano Salvador de Deus. Sou o Consolador que vos conforta e dá força no momento das dificuldades. Ao mesmo tempo sou luz que vos conduz para a verdade total (Jo.16,7-15). Quando os inimigos da Fé vos atacarem estai confiantes, pois eu porei na vossa boca as palavras certas para vos defenderdes e dardes provas de que existe um Deus que é justo e verdadeiro (Mt.10,20; Mc.13,11).

Sou eu que faço cair dos olhos dos que aderem a Jesus Cristo essas escamas que obscurecem a mente e impedem a pessoa de compreender o mistério do Reino de Deus. Quando essas escamas caiem dos olhos o crente torna-se um Apóstolo à maneira de São Paulo (Act.10,44-47). No vosso interior sou o dinamismo da acção salvadora a actuar em vós. Sou o amor de Deus derramado nos vossos corações, a fim de vos fortalecer, curar as feridas dos vossos pecados e capacitar-vos para anunciardes o Evangelho no mundo (Rm.5,5).

Sou eu que vos faço compreender a profundidade do mistério de Cristo e da Salvação da Humanidade, Sou eu que vos dou a Sabedoria que vem do alto conferindo-vos razões para celebrar com alegria o amor salvador de Deus e saborear a grande Notícia da Salvação (1Cor.2,10-15). Com o meu jeito de animar as relações entre as pessoas divinas e humanas sou eu quem torna a vossa oração um verdadeiro diálogo com Deus. Se orardes comigo a vossa oração deixará de ser multiplicidade de rezas à maneira dos pagãos (Mt.6,7-8).

Sou eu que vos introduzo na família de Deus, do mesmo modo sou eu que vos faço compreender o significado profundo da expressão que Jesus vos ensinou como modo de orar: “Pai-Nosso”. Só orando comigo a vossa oração será diálogo e comunhão com Deus (Rm.8,26-27). No vosso íntimo eu sou o selo de Deus que vos dá a garantia de estardes marcados para o dia da Salvação (2Cor.1,22-23).

As profecias são inspiradas por mim. A pessoa que profere uma profecia verdadeira está comunicando a mensagem que eu lhe inspiro no mais profundo do seu coração. Nenhuma profecia verdadeira é mera obra da sabedoria humana ou da simples inteligência humana como diz a segunda carta de Pedro (2Ped.1,21).

Eu sou, no vosso íntimo, o princípio da Vida Nova. Jesus ensinou-vos que existe entre vós e Ele uma união orgânica semelhante à que existe entre a cepa da videira e os ramos da mesma. Eu sou a seiva da cepa que dá vida aos ramos. É por Cristo que eu penetro no interior das junturas que articulam a união entre os ramos e a cepa. Por esta razão só estando unidos a Cristo me podeis receber como seiva da Vida Eterna.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

KNOWLEDGE OF GOD AND ETERNAL LIFE

In the Gospel of Saint John Jesus says that eternal life is the knowledge of God: “This is eternal life:
That they might know you the only true God, and Jesus Christ whom thou hast sent (Jo 17, 3).
In the Bible, to know means to interact in a loving and fruitful relationship. The knowledge of God and Jesus Christ, therefore, implies an organic communion, which generates life with a new
quality:

“All things have been delivered to me by my Father and no one knows the Son except the Father, and no one knows the Father except the Son and anyone to whom the Father was pleased to reveal” (Mt 11, 27).

In the core of the mystery of Holy Trinity exists a mutual understanding between the Divine persons.
Moreover, the Holy Spirit is a dynamic love that animates the reciprocal love of the Father and the Son.

It is the motherly love of the Holy Spirit, which incorporates into the mystery of communion of the Holy Trinity family. Knowing God therefore, is to interact in a loving and fruitful.

In other words, this knowledge is not simply a result of human practice, but it is something that can only happen by the Holy Spirit.

These are the words of the Gospel of Saint Luke: “At that moment, Jesus leaped with joy in the Holy Spirit's action and said:
"I Glorify You, Dear Father, Lord of heaven and earth, for hiding these things from the wise and the clever and revealing them to little.
Yes, Father, for this was your will and your pleasure (Lc 10, 21). This means that Knowledge of God is a relational experience of love.

This is what the First Letter of Saint John teach saying to us: “Dear friends, let us love one another, because love comes from God. Everyone who loves is begotten by God and knows God.
What does not love does not come to know God, because God is love (1 Jo 4, 7).

We can say that people who does not love, does not know the mystery of Christ. The knowledge of God is based in his love to the brothers and not a set of theoretical ideas or concepts learned in the catechism.
These are the words of Saint John: “God no one ever saw. If we love one another then God abides in us and his love comes to perfection in us (1 Jo 4, 12).

A little further Saint John explains the basics of the knowledge of God more fully, saying: “God is love.
He who abides in love abides in God and God in him” (1 Jo 4, 16). In the Gospel of Saint John Jesus says these words to the Saint Thomas the Apostle:
“I am the Way, the Truth and the Life. No one can come to the Father except through me (Jo 14, 6).

A little further Jesus said: “Who has seen me has seen the Father. How can you still say show us the Father? (Jo 14: 8-9).
Jesus reveals the Father through his way of being and acting. The Holy Spirit is the source of this knowledge of God, not to transmit many concepts, but leading us to love not to communicate many concepts, but lead us to love through attitudes similar to those of Christ:

“I was telling you these things while I was with you. But the Holy Spirit who the Father will send in my name, he will teach you, remembering what I told you (Jo 14, 25-26).
The Holy Spirit is the great gift that the risen Jesus sends us. He completes the messianic mission of Jesus, leading the disciples into all truth:
“I have many things to tell you, but you cannot understand them now. When he comes, the Spirit of Truth shall lead you for the whole truth (Jo 16, 12-13).
In Communion With God
Calmeiro Matias



DOIS TESTAMENTOS E UMA SÓ BÍBLIA-I

I-DOIS TESTAMENTOS INTERACTIVOS

O Antigo e o Novo Testamento formam uma unidade interactiva, pois nenhum deles encontra sentido pleno desvinculado do outro.

Por outras palavras, o Antigo e o Novo Testamento são de tal modo interdependentes que, se isolarmos um do outro, os dois ficam realidades incompletas.

Isto quer dizer que só podemos entender um testamento na medida em que o inter-relacionemos com o outro.

Na verdade, o Antigo Testamento conduz para o Novo e este encontra as suas raízes históricas no Antigo.

O ponto de encontro dos dois testamentos é Jesus Cristo, pois é nele que se realizam as grandes aspirações do antigo Testamento e é a partir dele que emerge a Boa Nova do Novo Testamento.

Por outras palavras, as grandes aspirações do Antigo Testamento realizam-se em Jesus Cristo, do mesmo modo que o alicerce do Novo Testamento é Jesus Cristo.

E assim podemos ver como o Novo Testamento dá testemunho da ressurreição de Jesus Cristo e do dom do Espírito Santo, o qual faz de nós membros da Família de Deus (cf. Rm 8, 14-16; Gal 4, 4-7).

Mas ao mesmo tempo verificamos que os dons messiânicos realizados em Cristo, já tinham sido profetizados pelo Antigo Testamento (cf. Jer 31, 31-33; Ez 36, 26-27).

No Novo Testamento, Jesus declara-se o Messias ungido pelo Espírito Santo para anunciar a Boa Nova aos pobres, a libertação aos cativos, dar vista aos cegos e fazer os coxos caminhar (Lc 4, 18-21).

Mas esta proclamação é feita através da leitura de um texto do Antigo Testamento. Isto quer dizer que Jesus apresenta o seu projecto de vida com um texto do profeta Isaías (Is 61, 1-3).

Num dos relatos do seu evangelho, São Mateus diz Jesus estava rodeado de enfermos, curando-os a todos e libertando as pessoas dos espíritos malignos, a fim de anunciar o que fora anunciado pelo profeta Isaías (Mt 8, 16-17).

Após a sua ressurreição, diz o evangelho de São Lucas, Jesus diz aos discípulos de Emaús que era necessário realizar tudo o que estava escrito acerca dele na Lei de Moisés, nos salmos e nos profetas (Lc 24, 44).

Podemos dizer que os autores do Novo Testamento, ao elaborar os seus relatos têm sempre presente os conteúdos do Antigo Testamento.

Deste modo, nos relatos de milagres operados por Jesus, podemos distinguir sempre três aspectos:

1-Intenção teológica. Ao elaborar um relato sobre um milagre de Jesus, o evangelista tem sempre presente um outro relato parecido do Antigo Testamento.

Com este procedimento o autor que dizer que o plano salvador de Deus iniciado com os grandes personagens do Antigo Testamento atinge agora a sua plenitude.

2-Intenção catequética. Este aspecto consiste em elaborar o relato de modo e comunicar ao leitor certos aspectos importantes da doutrina fé.

3-Experiência pascal. Todos os relatos de milagres atribuídos pelo Novo Testamento ao Jesus histórico têm já presente a experiência das aparições do Senhor ressuscitado.

Podemos dizer que muitos dos relatos do Novo Testamento se tornam muito mais claros e significativos quando postos em confronto com o Antigo Testamento.

Os escritores do Novo Testamento partem do princípio de que o Antigo Testamento confirma e corrobora a sua pregação sobre Jesus Cristo ressuscitado (Act 2, 29-33).

Por outras palavras, o Antigo Testamento é básico para compreendermos a unidade histórica do projecto criador e salvador de Deus.

É evidente que o Antigo testamento se apresenta como um conjunto de relatos e profecias que apontam para uma realização e uma plenitude que irá acontecer.

O grande protagonista deste plano salvador é Deus que, pelo seu Espírito, vai actuando pelos profetas e, mais tarde, pelo Messias.

Na verdade, o Antigo Testamento olha em direcção a um futuro que vai conferir plenitude ao passado do Homem e do povo de Deus.

Esta dinâmica histórica é protagonizada pelo Espírito Santo, o qual faz história connosco, embora sem nos substituir:

“Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não sois capazes de as compreender por agora.

Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a verdade completa” (Jo 16, 12-13).

O Livro dos Actos dos Apóstolos associa a experiência da força transformadora do Espírito Santo com a plenitude dos tempos anunciada pelo profeta Joel:

“Mas tudo isto é a realização do que disse o profeta Joel: “Nos últimos dias, diz o Senhor, derramarei o meu Espírito sobre toda a criatura.

Os vossos filhos e as vossas filhas hão-de profetizar. Os vossos jovens terão visões e os vossos anciãos terão sonhos (Act 2, 16-17).

Não foi por acaso que os escritores do Novo Testamento sentiram a necessidade de relatar os acontecimentos da vida, morte e ressurreição de Cristo com citações do Antigo Testamento.

A bíblia é cristocêntrica, tem Cristo no centro. O Antigo Testamento suspira por Cristo. O Novo Testamento parte de Cristo, sentido máximo da História e meta para a qual a Humanidade caminha.

Isto que dizer que os dois testamentos são, na verdade, uma única bíblia. Por outras palavras, não é possível fazermos uma leitura aprofundada da bíblia sem pormos em confronto os dois testamentos.

É assim que se revela o dinamismo subjacente à leitura interactiva dos textos sagrados. Esta leitura interactiva é uma mediação privilegiada para descobrirmos a profundidade teológica dos textos, bem como o dinamismo histórico da acção reveladora de Deus.

Podemos dizer que o Antigo Testamento confere base histórica ao Novo e o Novo confere carácter de veracidade aos oráculos e profecias do Antigo.

De facto, sem o Antigo Testamento, o próprio cristianismo carecia de fundamento histórico, pois Jesus Cristo não emergiu a partir de um vazio histórico.

Pelo contrário, o acontecimento de Jesus Cristo surgiu como plenitude da longa história da salvação que Deus foi revelando através do povo bíblico.

Isto quer dizer que a compreensão do Antigo Testamento é fundamental para entendermos com clareza a mensagem e a dinâmica da Salvação testemunhada pelo Novo.

Além disso, a leitura do Antigo Testamento fortalece a nossa esperança, dando-nos a certeza de que o Deus fiel às promessas da Antiga Aliança realizará do mesmo modo o projecto salvador da Nova Aliança.

Por outras palavras, assim como as profecias messiânicas conduziram o povo bíblico até Jesus Cristo, do mesmo modo o acontecimento salvador de Jesus ressuscitado nos conduzirá à plenitude do Reino de Deus.

Graças a esta unidade e interacção, o Antigo Testamento surge para os cristãos como Palavra de Deus tal como o Novo testamento.

O Antigo Testamento aponta para Cristo no qual encontra a sua realização e confirmação.


II- OS DOIS TESTAMENTOS E A FIDELIDADE DE DEUS

A Revelação não é um mero discurso teórico de Deus. Implica uma presença especial do Espírito Santo no interior do povo de Deus.

O Antigo Testamento é um conjunto de relatos que testemunham as experiências primordiais da revelação e da acção de Deus na história do seu povo.

Por outro lado, estes relatos são também uma mediação para o Espírito Santo fazer acontecer revelação no nosso coração.

A revelação, portanto, é uma experiência e uma vivência a qual não é apenas o conhecimento do projecto de Deus, como também uma capacitação para amar ao jeito de Deus.

Uma vez que o Antigo Testamento é também revelação para os cristãos, existe uma relação teológica entre o povo bíblico e o Novo Povo de Deus.

Podemos dizer que o Antigo Testamento contém uma história que se move continuamente da promessa para a sua realização.

Ao mesmo tempo ajuda-nos a compreender Jesus Cristo como o enviado de Deus que fora antecipadamente anunciado.

Na verdade, Jesus confirma o Antigo Testamento, pois é o sinal da fidelidade de Deus que realizou as antigas promessas.

Se Jesus confirma o testemunho profético do Antigo Testamento, então temos de reconhecer que este é revelação para os cristãos.

Por seu lado, o Novo Testamento confirma e confere plenitude à revelação do projecto de Deus tal como ele se manifestou nas maravilhas relatadas pelo Antigo Testamento.

Mas não podemos ignorar o carácter de plenitude que o Novo Testamento confere ao Novo.
Do ponto de vista do Novo Testamento, Jesus Cristo é o centro da História da Salvação e o início de uma Nova Criação (2 Cor 5, 17-19).

Em Jesus Cristo a salvação adquire uma dimensão universal. A salvação encontra-se em Jesus Cristo, pois foi ele que deu início à plenitude dos tempos como diz a Carta aos Gálatas (Gal 4, 4).

O Antigo Testamento apresenta-se como processo histórico a caminhar para uma meta. O Novo Testamento, por seu lado, proclama que a meta pela qual o Antigo Testamento suspirava é Jesus Cristo.

Jesus Cristo cumpriu plenamente a Lei e os profetas dizem o evangelho de São Lucas (Lc 24, 25-27).

O Antigo Testamento é citado como um conjunto de promessas e profecias agora plenamente realizadas em Cristo.

Este modo de proceder significa que o Novo Testamento precisa do Antigo para testemunhar de modo pleno e perfeito o acontecimento de Cristo.

Os primeiros cristãos usavam o Antigo Testamento porque acreditavam que Jesus é o Cristo anunciado pela Lei, os profetas e os salmos.

Nesta interacção do Antigo com o Novo Testamento, a História da Salvação aparece-nos como uma cadeia de relatos e acontecimentos ligados pela profecia e a sua realização.

Uma vez que o cume da História da Salvação é Cristo, é normal que o sentido mais profundo do Antigo Testamento como História da Salvação só possa ser entendido pleno e perfeito pelos aceitam o Novo Testamento.

Isto quer dizer que as palavras e acontecimentos do Antigo Testamento só pode ser totalmente claros quando vistos na perspectiva do Novo.

Vistos nesta perspectiva interactiva, torna-se claro que tanto o Novo Testamento como o Antigo pertencem um ao outro e nenhum deles está completo sem o outro.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

CONHECER E AMAR O DEUS DAS ESCRITURAS

Trindade Santa,
As Sagradas Escrituras são a proclamação agradecida do Vosso plano de amor e salvação para com a Humanidade.

Ao mesmo tempo são um apelo e um convite a tomar-vos a sério, pois o vosso plano de amor não é um capricho, mas um plano de amor.

A vossa vontade coincide rigorosamente com o que é melhor para nós.
É por esta razão que é muito perigoso brincar convosco, Deus Santo, pois brincar com Deus é igual a brincar com o que é melhor para nós.

Vós não sois um Deus vingativo, mas brincar convosco, Deus Santo, significa entrar no caminho do malogro e do fracasso.

O Vosso amor por nós é incondicional. Vós não estivestes à espera que fôssemos bons para gostardes de nós.

Pelo contrário, sonhastes um plano de amor para nós, muito antes de nós existirmos e podermos ser bons.

Deus Santo,
A bíblia convida-nos a interagir convosco em forma de aliança, isto é, em harmonia com o projecto amoroso que sonhaste para toda a Criação.
A bíblia não se serve de dogmas para nos explicar o mistério de Deus. Pelo contrário, revela-nos o mistério de Deus contando histórias que evocam a vossa fidelidade e o amor incondicional de Deus.

Os textos bíblicos são um conjunto de histórias das quais o Espírito Santo se serve para provocar experiências reais do Deus Vivo no nosso coração.

Isto quer dizer que a Palavra de Deus é sempre um acontecimento vivo provocado pelo Espírito Santo no nosso coração.

É neste sentido que devemos entender o modo como Vós, Deus Santo, vos destes a conhecer a Moisés, dizendo-lhe que sois um Deus que está sempre a ser e, por isso, nunca se repete.

Moisés entendeu muito bem que sois um Deus que não envelhece nem se desgasta, sempre disposto a acompanhar o vosso povo, vá ele para onde for.

Quando falastes com Moisés a partir da sarça-ardente, Vós disseste-lhe: “EU SOU AQUELE QUE SOU” (Ex 3, 14).

Partindo destas Palavras, Moisés deduziu que Deus é um “EU SOU”, isto é, alguém que está sempre a ser, isto é, um Deus que apenas existe no presente, fazendo caminhada com o seu povo.

Por outras palavras, o Deus das Escrituras nunca foi um Deus do passado. Pelo contrário, Vós sois uma emergência sempre actual de três pessoas infinitamente perfeitas em total convergência de comunhão amorosa.

Depois de vos terdes revelado como o único, já podíeis provocar um salto de qualidade na marcha da revelação dizendo-nos que apesar de serdes um só Deus não sois um sujeito sozinho.

Em Jesus Cristo Vós vos revelastes, Deus Santo, como um Deus relações cujo rosto é uma Comunhão Familiar de três pessoas.

Na verdade, a Vida Plena só pode ser vida pessoal e em comunhão amorosa. Para falar de Vós como Vida em Plenitude, a bíblia diz que Deus é amor (1 Jo 4, 7).

A primeira Carta de São João, diz que os seres humanos apenas podem conhecer Deus se decidirem viver em dinâmica de amor:

“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. Aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus.

Aquele que não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é Amor” (1 Jo 4, 7-8). Depois acrescenta: “Deus é Amor. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4, 16).

Isto quer dizer que o Deus das Escrituras não é uma espécie de equação matemática que possa ser enunciada em fórmulas.

Trindade Bendita,
Vós sois um Deus que se conhece mais com o coração do que com a mente. Jesus disse isto quando proclamou as bem-aventuranças, dizendo:

“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8).
Isto quer dizer que as pessoas, no Reino de Deus, se conhecem com o coração, pois a sua identidade espiritual é o seu jeito de amar, pois o Reino de Deus é um mistério de relações amorosas.
Na verdade, a Vossa morada, Deus Santo, é um campo espiritual contínuo de interacções amorosas, o qual constitui a interioridade máxima do Universo.

Glória a Vós, Deus Santo que sois Pai, Filho e Espírito Santo.
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias