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Textos para Crianças





Deus é uma Família Feliz!

A Vida com Letra Grande

O Amor Especial de Jesus pelas Crianças

O Credo dos Mais Pequenos


O Significado do Pai-Nosso

A Mensagem de Deus para Maria

A Vida com Letra Grande!



Naquele tempo, quando o Céu ainda não era azul e Terra não era verde, a natureza começou a preparar o berço para a vida poder aparecer. A Terra ainda estava em formação. Como havia muitos vulcões em actividade, o solo estava bastante quente.

Devido à actividade dos vulcões acontece em abundância o fenómeno da condensação e formam-se os primeiros lagos sobre a Terra. A água destes lagos era quente e estava constantemente a ser bombardeada por grandes descargas eléctricas. Foi neste dinamismo primordial da Terra que apareceu a vida. Nessa altura, o Céu começa a tornar-se azul e a Terra verde, graças à função clorofilina dos seres vivos.

Os primeiros seres vivos eram minúsculos. Se os seres humanos existissem nessa altura, só os podiam ver com a ajuda de potentes microscópios. Mas Deus, ao criar esta vida minúscula, já estava a pensar na vida com maiúscula, isto é, os seres Humanos, os quais têm um coração capaz de amar e comungar com Deus e os irmãos.

Deus teve o cuidado de pôr a vida a evoluir, a fim de se tornar cada vez mais perfeita. Na linguagem da Bíblia, a evolução é o barro a amassar-se, a fim de poder surgir o Homem. Como Adão era uma pessoa humana já podia comungar com Deus. Deus deu-lhe Eva por companheira, a fim de a amar e comungar com ela. Mas Adão foi infiel e em vez de comungar com Deus virou-lhe as costas. Com este procedimento, Adão entrou no caminho do fracasso.

Eis o que diz a Bíblia: “O Senhor Deus disse: “eis que o Homem, quanto ao conhecimento do bem e do mal, se tornou como um de nós. Agora é preciso que ele não estenda a mão para se apoderar também do fruto da Árvore da Vida e, comendo dele, viva para sempre.

Então, o Senhor Deus expulsou Adão do Jardim do Éden, isto é, do Paraíso. Depois de ter expulso o Homem do Paraíso, Deus colocou a oriente do jardim uns Querubins com uma espada flamejante, a fim de guardarem o caminho da Árvore da Vida” (Gn 3, 22-24).

A Bíblia diz que havia no centro do Paraíso duas árvores muito importantes: a árvore do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida. A seiva da árvore do conhecimento do bem e do mal é o egoísmo que dá um fruto mortal que se chama capricho ou arbitrariedade. Os que comem o fruto desta árvore descobrem que estão nus. Isto quer dizer que entram no caminho do malogro e do fracasso.

Com efeito, as pessoas que se alimentam do capricho e da arbitrariedade, não chegam à maturidade humana, pois não atingem uma consciência profunda, nem chegam a ser verdadeiramente livres e capazes de amar.

A Árvore da vida, pelo contrário, faz germinar a Vida com maiúscula no coração dos que comem o seu fruto. O fruto da Árvore da Vida é o Espírito Santo que nos capacita para sermos fiéis à Aliança de Deus. No coração dos que comem este fruto nasce a certeza da salvação em Cristo. Eis o que diz o livro do Apocalipse: “E vi descer do Céu, a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, preparada, qual noiva vestida e adornada para o seu esposo” (Apc 21, 2).



O profeta Isaías diz que o Messias surge como um rebento da Árvore da Vida, o qual nos conduz ao encontro do Homem com Deus. A raiz da Árvore da Vida, Deus, comunica-nos o Espírito Santo que nos capacita para darmos frutos de Vida Eterna que é a vida com maiúscula. Eis as palavras do profeta Isaías:

“Brotará um rebento do tronco de Jessé, e um renovo brotará das suas raízes. Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor: Espírito de Sabedoria e entendimento, Espírito de Conselho e Fortaleza. Espírito de Ciência e amor a Deus” (Is 11, 1-2).

A Bíblia diz que Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26-27). Por isso o ser humano tem um coração cheio de fome de amor. O amor é o fruto mais rico da Vida com Maiúscula. Nós fomos criados para comer o fruto da Árvore da Vida e, deste modo, atingirmos a vida com maiúscula que é a comunhão com Deus.

O ser humano só pode ser livre se tiver a possibilidade de decidir e escolher. Eis a razão pela qual, no Paraíso, tinha de haver outra árvore além da Árvore da vida, a fim de o homem poder escolher e tornar-se livre. Foi por esta razão que Deus colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal ao lado da árvore da vida.

Qualquer destas árvores estava ao perfeito alcance do homem. As duas árvores significam a capacidade que a pessoa humana tem de escolher pelo bem ou o mal. O Senhor confiava no coração do Homem, pois este tinha sido criado à imagem de Deus. Mas o Homem cedeu à tentação e comeu o fruto errado.

A tentação é uma insinuação que emerge na nossa mente, convidando-nos a agir em sentido oposto ao plano de Deus que é o nosso bem. Adão cedeu à tentação, decidindo e escolhendo no sentido errado. Como consequência deste pecado, o Paraíso foi fechado. Foi assim que Adão introduziu a Humanidade no caminho do Malogro e do fracasso.

Como Deus é Amor infinito, não podia deixar de nos amar infinitamente. Por isso, através de Cristo, deu-nos um beijo que faz de nós filhos de Deus: O beijo da Encarnação que nos comunica o Espírito Santo, o qual faz de nós membros da Família de Deus (Rm 8, 14-17; Ga 4, 4-7).

Através deste beijo, fomos conduzidos de novo para o plano de Deus, entrando no caminho da Vida Eterna que é a Vida com maiúscula. No momento da sua morte e ressurreição, Jesus Cristo abriu de novo o Paraíso à Humanidade. A vida com maiúscula ficou de novo ao nosso alcance.

Eis o que Jesus diz ao Bom Ladrão no momento de morrer: “Em verdade te digo: hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43).

Deste modo, Graças Jesus ressuscitado que nos dá o Espírito Santo, a Humanidade passa a fazer parte da Família de Deus. Cristo é a Árvore da Vida cujo fruto é o Espírito Santo que nos comunica a Vida com maiúscula, isto é, a Vida Eterna.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

O Amor Especial de Jesus pelas Crianças!


Jesus ficava feliz quando encontrava crianças. Estas, por seu lado, também gostavam muito de Jesus. Na verdade, Jesus era meigo para com os pequeninos. Além disso compreendia muito bem as suas traquinices.

Jesus gostava de se sentar com as crianças no chão. Falava-lhes com meiguice e contava-lhes histórias. Depois, Jesus ensinava-as a conhecer e gostar de Deus. Falava-lhes do amor com que Deus criou Adão do barro, dizendo-lhes: depois de ter amassado do barro, Deus deu-lhe um beijo.

Nesse momento, o hálito da vida passou de Deus para o interior do barro. E Adão tornou-se barro com coração, isto é, uma pessoa humana, capaz de amar e querer bem a Deus, às aves, aos animais, às plantas e aos seres marinhos.

Depois Deus criou Eva, e Adão sentiu muito amor por ela. Todas as tardes, dizia Jesus às crianças, Deus vinha visitar Adão e Eva, a fim de dialogar com eles e ajudá-los a conhecer o plano de Deus e ensiná-los a distinguir entre o bem e o mal.

Como Deus gosta tanto das pessoas, resolveu fazer uma morada misteriosa no coração dos seres humanos. Agora vem dialogar connosco no nosso íntimo e a ensinar-nos a fazer o bem e amar os irmãos.

O amor de Deus por nós, dizia Jesus aos pequeninos, fez que todos os seres humanos fossem família de Deus. Devemos falar muitas vezes com Deus que está no nosso coração. Não é preciso falar muito alto, pois ele está dentro de nós e ouve-nos mesmo quando falamos baixinho.

Jesus explicava-lhes que falar com Deus é como falar com o Pai que gosta muito de nós. Como já somos família de Deus podemos dizer: Pai-Nosso que estais no Céu, eu gosto muito de ti e, por isso, quero fazer a tua vontade.

As pessoas humanas, dizia Jesus, são parecidas com Deus. Como Deus é uma família de três pessoas, Deus criou Adão e Eva para viverem em família. O Homem não foi criado para estar só. Por isso existe o homem e a mulher, os quais, Deus convida a construir uma família. Deus quer que os homens e as mulheres se casem para terem muitos meninos e formarem famílias onde exista muito amor.
Jesus dizia ainda às crianças para se lembrarem que Deus está no coração das pessoas e que deseja o bem de todos. Como as crianças gostam de escrever nas mãos, Jesus dizia-lhes que Deus tem o nome das pessoas escrito na palma da mão, a fim de nunca as esquecer.


Para lhes explicar que o pecado ofende a Deus, Jesus Dizia às crianças que Deus é como um pai bondoso a quem um filho ingrato abandonou. Pediu o dinheiro ao pai e foi viver para muito longe. As crianças que se afastam dos pais não são felizes. O mesmo acontece com as pessoas que se afastam de Deus.

Depois de ter gasto o dinheiro todo, o filho ingrato começou a sentir fome e frio. Tentou resolver o problema pedindo esmola. Como não conseguia o dinheiro que queria, tentou arranjar um trabalho, mas não conseguiu nada de jeito.

Como não tinha dinheiro para comer e vestir, resolveu voltar para a casa do Pai. Vinha cheio de medo, pois pensava que o pai o ia castigar com dureza. Também pensou que o Pai podia não o querer receber. Mas mesmo assim, voltou para casa. Com grande espanto seu, ao aproximar-se da casa, o filho vê que o Pai estava de braços abertos à sua espera.

E deste modo, Jesus ia explicando às crianças o amor e o perdão de Deus para com os seres humanos, pois todos somos pecadores. Deus ama todas as pessoas, dizia Jesus. Por esta razão, em cada manhã Deus envia o sol para os bons e para os maus.

Mas eis que um dia aconteceu uma contrariedade: os discípulos achavam que as crianças estavam a tirar demasiado tempo a Jesus. Com aspereza começam a mandá-las embora e a impedi-las de se aproximarem dele. Vamos embora, diziam os discípulos, pois estais a incomodar muito a Jesus. E empurravam-nas para que se fossem embora.

Jesus não gostou de ver os discípulos proceder assim e repreendeu-os. Em primeiro lugar, Jesus irritou-se porque isso era mentira. Jesus não gosta da mentira. Quando via as pessoas mentir, ficava triste e descontente. Depois Jesus ficou aborrecido com os discípulos, pois estavam a impedi-lo de comunicar com as crianças de quem ele gostava muito.

As crianças com as quais Jesus se encontrava eram verdadeiras e boas. Por isso Jesus se sentia muito bem junto elas, acolhendo-as, dando-lhes carinho e ensinando-as a amar a Deus, aos seus pais, e a todas as pessoas.

Quando viu que os discípulos estavam a afastá-las, Jesus falou-lhes com aspereza, dizendo-lhes: “Deixai vir a mim as criancinhas, pois eu gosto muito delas. O Céu é para aqueles que, como estas crianças, Têm um coração simples e verdadeiro.

E Jesus continuou a encontrar-se muitas vezes com as crianças, dando-lhes carinho e ternura.


Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

A Mensagem de Deus para Maria!




Deus escolhe sempre alguém para nos comunicar as suas mensagens. Por vezes escolhe os nossos pais, os catequistas, os nossos amigos, os professores e muitas outras pessoas.

Foi assim que, desta vez, Deus resolveu confiar a Maria, uma jovem de Nazaré, uma missão muito importante. Por isso lhe enviou uma mensagem através de um anjo que era seu mensageiro. O mensageiro que Deus escolheu para enviar a sua mensagem chamava-se Gabriel.

Maria estava noiva de um rapaz chamado José, o qual pertencia a uma família da qual Deus gostava muito. O antepassado mais famoso da família de José era um rei escolhido por Deus para formar o Povo de Deus. O povo de Deus tinha a missão de comunicar a fé a todos os povos. O nome deste rei era David. Dele nasceram muitos dos reis que governaram o povo de Deus.

O anjo Gabriel aproximou-se de Maria e disse-lhe: Olá, Maria, Deus gosta muito de ti! Podes considerar-te uma rapariga feliz, pois foste beneficiada pelas bênçãos do Céu! Maria não era vaidosa nem se julgava muito importante. Ao ouvir esta mensagem, ficou admirada. Para dizer a verdade, ela não entendia bem o que aquelas palavras queriam dizer.

Mas Gabriel insistiu: Deus vai escolher-te para uma missão muito importante. Maria sabia que Deus chama homens e mulheres, rapazes e raparigas para realizarem missões importantes. Mas como era muito simples não pensava que Deus a pudesse escolher a si. Mas Deus é assim: prefere sempre gente não orgulhosa nem maliciosa para realizar os seus planos.

Deus escolheu Maria para ser a mãe de alguém muito importante, do qual Maria já tinha ouvido falar. Os profetas e os homens do Antigo Testamento falaram do Filho de Maria muitos séculos antes de Ele ter nascido. Maria já tinha ouvido falar muitas vezes do Messias, isso é, o consagrado por Deus para salvar todos os homens.

Maria tinha muita fé em Deus, por isso acreditava que o Senhor ia enviar o Messias muito em breve. Mas nunca pensou que o Salvador pudesse vir a ser seu filho. Gabriel disse então a Maria: foste escolhida para seres a mãe do Salvador, o Messias de Deus. Vais pôr-lhe o nome de Jesus, acrescentou o anjo, pois é esta a vontade de Deus. Depois, Gabriel acrescentou: ele será chamado Filho do Deus Altíssimo (Lc 1, 32).

Maria não estava a entender muito bem tudo o que isto queria dizer, mas como tinha muita fé e confiança em Deus, disse ao anjo: Faça-se em mim a vontade de Deus. Eu quero ser a serva do Senhor. O anjo Gabriel, ao ver que a mensagem que Deus lhe confiara fora entregue e aceite ficou muito contente e retirou-se.

Maria nem imaginava que o Menino Jesus, depois de se formar no seu seio viria a fazer muitos milagres em favor das pessoas, tornando-se o Salvador de toda a Humanidade. Quando começou a entender a mensagem do Anjo Gabriel, Maria cantou uma canção muito bonita.

A canção de Maria começava assim: O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é seu nome. Deus olhou para mim, sua humilde serva, por isso, no futuro, todas as gerações me hão-de chamar bem aventurada!

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

O Significado do Pai-Nosso!



Um dia os apóstolos disseram a Jesus: “Ensina-nos a rezar”. Jesus respondeu ao seu pedido ensinando-lhes o “Pai-Nosso”. A partir daquele dia, o Pai-Nosso ficou o modelo do que é uma oração à maneira de Jesus. Por isso, todos os cristãos o aprendem de cor.

O Pai-Nosso é usado em todos os momentos importantes da vida dos cristãos: celebrações do Baptismo, da Eucaristia, da Confirmação, nos funerais, nos casamentos e em muitas outras circunstâncias.

É importante sabermos que o Pai-Nosso não é para se repetir de maneira mecânica como repetimos a tabuada. Pelo contrário, é uma oração para meditarmos e aprendermos a orar à maneira de Jesus. Só deste modo, o Pai-Nosso nos pode ajudar a crescer na fé e na comunhão com Deus.

Em primeiro lugar, pela oração do “Pai-Nosso” Jesus ensina-nos a aproximarmo-nos de Deus Pai, sabendo que somos seus filhos. Podemos falar com Deus Pai como um filho fala com um pai muito bom. Depois sabemos que o Espírito Santo, com o seu amor de mãe, nos ajuda neste diálogo com Deus Pai.

Pai-Nosso que estais nos Céus, dizemos nós. Depois mostramos o desejo de santificar o nome de Deus. Por isso dizemos: “santificado seja o vosso nome”. Quando Moisés se aproximou de Deus no Monte Sinai, Deus falou-lhe dizendo: “Não te aproximes. Tira os teus sapatos, pois o lugar que estás pisando é sagrado”. Isto significa que Deus é muito superior a nós.

Mas Deus é tão bom que quis ser nosso Pai. Deste modo tornou-se muito próximo de nós. Graças ao facto de estarmos unidos a Jesus Cristo, filho de Deus e nosso irmão, Deus Pai já está distante de cada uma de nós.

A nossa união a Cristo faz de nós membros da família de Deus. Por isso podemos Chamar Pai a Deus Pai, como faz Jesus, sabendo que está no mais íntimo do nosso coração.

Nós dizemos “Pai-Nosso que estais nos Céus”. Isto significa que, apesar de habitar em nós, Deus continua a ser uma realidade misteriosa, isto é, que não vemos e só pela fé podes entender. A mensagem do “Pai-Nosso” é muito profunda, pois ensina-nos que, se somos família de Deus, as pessoas humanas são todas nossas irmãs.

Além disso, o “Pai-Nosso” diz-nos que devemos construir a Família de Deus Pai, pois ele vê-nos como filhos seus. Jesus disse-nos para nos aproximarmos de Deus Pai com muita confiança.

No “Pai-Nosso” pedimos a Deus que o seu nome seja santificado. Isto quer dizer que devemos anunciar o amor de Deus aos irmãos e fazermos o bem a todos, a fim de as pessoas reconhecerem que é verdade o que anunciamos. Quando isto acontece, o nome de Deus é santificado, isto é, as pessoas dizem bem de Deus devido ao bem que nós lhes fazemos.

No “Pai-Nosso” ainda dizemos: “Venha a nós o vosso Reino. Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu”. O Reino de Deus significa a morada de Deus com todos os seres humanos, libertos do pecado e das imperfeições.

A sabedoria e a força de Deus renovam e tornam perfeitas as pessoas humanas, de acordo com um plano que Deus fez logo no princípio da Criação. As pessoas que se unem a Jesus, passam a fazer a vontade de Deus Pai como ele fez. Por isso dizemos seja feita a vossa vontade.

Jesus disse que o Reino de Deus não está longe. Está dentro de nós, mas ainda não se manifestou nem revelou totalmente. O Reino de Deus é constituído por Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo e todas as pessoas humanas que fazem a vontade de Deus.

No “Pai-Nosso” também pedimos a Deus o “pão-nosso de cada dia”. Como somos filhos de Deus, temos o direito de pedir o alimento a Deus Pai e ao nosso irmão Jesus Cristo. O pão de cada dia não é apenas o pão que vai para o estômago, mas também o pão que alimenta a nossa mente e o nosso espírito. Jesus ensina-nos deste modo a dizer a Deus com toda a confiança: “Dai-nos neste dia tudo o que necessitamos”.

Outra verdade importante do Pai-Nosso é que Jesus nos manda pedir perdão a Deus pelos nossos pecados. Mas Jesus diz-nos que também nós devemos perdoar aos que nos fazem mal. Por isso dizemos “Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Mas, como para nós, não é fácil perdoar, Jesus ensina-nos a pedir ao Pai força para sermos capazes de nos reconciliar com os irmãos.

A última petição do Pai-Nosso é: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. A vida é como uma luta que temos de enfrentar todos os dias. Em cada dia temos de saber dizer não ao mal e fazer coisas boas, como Deus nos pede. Por isso pedimos a Deus que nos fortaleça, a fim de não falharmos na vida.

A oração do Pai-Nosso é um resumo do Evangelho que Jesus pregou. Ajuda-nos a crescer na fé ao jeito de Jesus que confiava em Deus Pai como um menino que tem pais bons confia neles. Quando rezamos ao jeito de Jesus, o Espírito Santo ora connosco e com um coração de mãe põe-nos em comunhão com Deus Pai que nos acolhe como filhos.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

O Credo dos Mais Pequenos!



  
Creio em Deus que é um família de três pessoas!
Creio em Deus Pai de Cristo que é também nosso Pai.
Creio que Deus Pai, em comunhão com o Seu Filho e o Espírito Santo, é o Criador de todas as coisas.
 
Creio em Deus Filho que é Eterno como o Pai e o Espírito Santo…
Creio que Deus Filho se uniu à humanidade no seio de Maria, mediante a acção do Espírito Santo.
Creio que, em Jesus Cristo, Deus perdoou os nossos pecados e reconciliou-nos consigo.
Creio que Jesus morreu e ressuscitou e que, com ele, também nós ressuscitamos…
Creio que o Filho de Deus encarnou para salvar todas as pessoas.
 
Creio no Espírito Santo que é a terceira pessoa da Santíssima Trindade e é Deus com o Pai e o Filho.
Creio que o Espírito Santo, no nosso íntimo, anima e fortalece uma comunhão profunda com Deus.
Creio que é pelo Espírito Santo que Somos constituídos filhos de Deus Pai e irmãos de Deus Filho.
Creio que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações e, por isso, é o comunicador da vida divina em nós.
 
Creio que, pelo baptismo, passámos a formar a Igreja, povo escolhido para celebrar o plano salvador de Deus e anunciar esta Boa Nova a todos os povos.
Creio que o Espírito Santo é o Coração da Igreja, tal como Cristo é a Cabeça da mesma Igreja.
 
Creio que Jesus Cristo veio para destruir o pecado, a fim de libertar as pessoas de tudo o que as impede de se humanizarem e serem felizes.
Creio que a destruição do pecado acontece no nosso coração pela acção do Espírito Santo que nos faz passar do egoísmo para o amor fraterno.
Creio que Deus quer a salvação de todas as pessoas e, portanto, não condena ninguém.
Creio que as pessoas que vão para a morte eterna, se condenam por sua própria decisão.
 
Creio que somos seres com uma interioridade espiritual onde Deus habita.
Creio que a nossa interioridade pessoal, por ser espiritual, não vai para o cemitério, mas para a festa do Reino de Deus!
Creio que a Vida Eterna é fazer parte da Família de Deus como filhos em relação a Deus Pai e irmãos em relação a Deus Filho.
 
Creio na Bondade Infinita de Deus cuja vontade é a nossa salvação. Ámen!       



Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

Deus é uma Família Feliz!



Deus é uma família de três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
O Pai, a mãe e os filhos formam uma só família. Quando esta família é boa forma uma comunidade de amor constituída por várias pessoas. A nossa família quando vive em verdadeiro amor, é perfeita imagem e semelhança da Santíssima Trindade.
 
Deus não é uma pessoa sozinha. As pessoas sozinhas sentem-se infelizes, pois não têm ninguém para fazer uma festa. As pessoas sozinhas não têm a possibilidade de mostrar as coisas que sabem fazer. Também não têm ninguém para lhes dar um beijo. Só podemos ser felizes vivendo e construindo uma comunidade de amor.
 
Deus é três pessoas que gostam muito umas das outras. Por isso lhe chamamos a Santíssima Trindade. Quando Deus resolveu criar o Homem, pensou logo criá-lo à imagem e semelhança da Santíssima Trindade. Por esta razão fomos criados com o rosto virado para os outros, a fim de nos olharmos uns aos outros nos olhos.
 
Deus deu-nos braços para nos abraçarmos e coração para nos amarmos. Fomos criados para a festa do encontro, do diálogo e do amor, à semelhança das pessoas divinas. Como somos parecidos com Deus gostamos de celebrar o nosso dia de anos e ter muitos amigos connosco, pois o sentido de uma vida feliz é a amizade e a comunhão.
 
Celebrar o amor fraterno e a comunhão familiar é a principal maneira de manifestarmos que fomos criados à imagem de Deus. Os animais sabem brincar, mas não sabem celebrar a vida e a amizade, pois não foram criados à imagem de Deus. Ficamos felizes quando os nossos pais se dão bem e gostam de brincar connosco. Quando isto acontece, percebemos o que Deus é: uma família de três pessoas que se dão muito bem.
 
As pessoas divinas são plenamente felizes porque vivem em comunhão. Além disso sabem que nunca morrerão e, portanto, nunca vão deixar de se amar e estar juntas. Nós sabemos que isto também nos acontece a nós, mas só depois de morrermos e ressuscitarmos com Cristo.
 
Deus é eterno, pois o amor gera amor e este nunca envelhece nem morre. Nós fomos criados por Deus, mas a Santíssima Trindade ninguém a criou. Deus é amor a renovar-se todos os dias e desde sempre. O amor gera-se no íntimo dos seres humanos como força de bem-querer que tem como origem o coração das pessoas e como meta a comunhão. O amor gera-se a si mesmo. Por isso é eterno. Eis a razão pela qual nós dizemos que Deus é amor.
 
Ainda antes de existirem as estrelas, os planetas, o sistema solar, ou o céu azul, Deus já existia como uma comunhão de amor. Antes de existir o Universo, o Céu era uma comunhão de três pessoas. Depois de Deus ter criado a Humanidade, o Céu passou a ser uma comunhão de milhões de pessoas, pois as pessoas humanas já fazem uma só família com as três pessoas divinas.
 
O melhor lar para nascerem meninos e meninas felizes é aquele em que o marido e a esposa se dão muito bem. Quando isto acontece, os filhos sentem-se bem amados e por isso gostam de viver e estão felizes por terem nascido.
 
Do mesmo modo, Deus criou-nos porque tem muito amor para nos dar. Jesus ensinou-nos que aqueles que aceitam o amor de Deus serão felizes para sempre em comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.


No Céu, todos os dias Deus Pai dá um beijo a Deus Filho. Deus filho, depois de ter dado um beijo a Deus Pai, vem logo a dar-nos um beijo também a nós. Quando o Pai ou o Filho dão um beijo a alguém comunicam-lhe o espírito Santo. Por esta razão São Paulo diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações.
 
Já fazemos parte da Família de Deus. Por isso também devemos dar o nosso beijo a Deus, fazendo a nossa oração como Jesus nos ensinou. Orar à maneira de Jesus é falar com Deus com um filho fala com o Pai ou a mãe ou um irmão muito amigo. O Espírito Santo é a ternura maternal de Deus. Está no nosso coração como uma mãe que nos ajuda a amar Deus Pai como nosso Pai e Deus Filho como nosso irmão.
 
Um dia Jesus estava a falar de Deus Pai aos Apóstolos e, nesse momento, estremeceu de alegria. Era Deus Pai a dar-lhe um beijo, comunicando-lhe o Espírito Santo. Eis como o evangelho de São Lucas nos descreve esse beijo que Deus Pai deu a Jesus:
 
“Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai. Do mesmo modo ninguém conhece quem é o Pai a não ser i filho e aquele a quem o filho houver por bem revelar-lho” (Lc 10, 21-22).
 
Como vemos, Jesus partilha connosco os beijos que Deus Pai lhe dá, isto é, comunica connosco a ternura do Espírito Santo que Deus Pai partilha com ele. Quando Deus nos beija, o Espírito Santo fica dentro do nosso coração. Nesse momento podemos dizer que a alegria e a ternura de Deus estão dentro de nós!
 
É o Espírito Santo que, no nosso coração, nos dá a certeza de que somos família de Deus. Foi isto que Jesus quis significar quando disse aos Apóstolos que, ao rezar deviam dizer PAI-NOSSO. Era sempre assim que Jesus fazia oração.
 
Deus é comunidade de pessoas. Se fosse uma só pessoa, Deus não entendia de amizade nem nos podia ter criado assim como somos: seres talhados para conviver e fazer festas onde aconteça o encontro e amizade. O Espírito Santo, como ternura maternal de Deus a habitar nos nossos corações, é a garantia de que já possuímos a Vida Eterna!

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias