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Hoje é um Dia de Salvação para nós!




Millennium Park, Chicago EUA



O evangelho de São João diz-nos que Cristo Ressuscitado nos dá a Água Viva que faz jorrar no nosso íntimo a Vida Eterna (Jo. 4, 14). Esta Água viva, acrescenta o mesmo evangelho, é o Espírito Santo que Cristo, ao ressuscitar, nos comunica de maneira nova (Jo 3, 37-39).

Deste modo, ao ressuscitar, Jesus tornou-se o Novo Adão que, através do Espírito Santo, vai corrigindo em nós as distorções operadas pelo pecado do primeiro Adão. O Livro do Génesis diz que o primeiro Adão, devido ao seu pecado, nos fechou as portas do Paraíso (Gn 3, 23-24).

O Novo Adão abriu-nos de novo as portas do Paraíso, como Jesus diz ao Bom Ladrão no momento da sua morte e ressurreição. Eis as palavras de Jesus: “Em verdade te digo que, hoje mesmo, estarás comigo no Paraíso (Lc 23, 42-43).

Segundo o evangelho de São Mateus, no momento em que Jesus morre e ressuscita, os justos começam a ressuscitar com Cristo (Mt. 27, 52).  Portanto, ao vencer a morte, Jesus comunicou-nos o Espírito Santo que é o sangue de Cristo ressuscitado a circular no nosso coração.

De facto, o Espírito Santo é o Sangue da Nova e Eterna Aliança que anima e fortalece a Vida Divina a circular em nós. Por outras palavras, o Espírito Santo é o vínculo maternal que nos incorpora na comunhão da Família de Deus como filhos de Deus Pai e irmãos de Cristo (Rm 8, 14-16).

É também pelo Espírito Santo que Jesus de Nazaré, o Filho de Maria e o Filho Eterno de Deus, sem se confundirem, fazem um e o mesmo Cristo. Por outras palavras, o Espírito Santo é o vínculo maternal que une e dinamiza a interioridade humana de Jesus com a interioridade divina do Filho Eterno de Deus.

Por ser homem connosco Jesus está organicamente unido a todos os seres humanos a partir do coração de cada ser humano. Isto quer dizer que a Humanidade, organicamente unida a Jesus, forma o Cristo total.

A Humanidade, portanto, forma um todo orgânico com Jesus ressuscitado. O evangelho de São João diz que nós somos os ramos da videira cuja cepa á Jesus Cristo (Jo 15, 1-8).

Apesar de ser um homem como nós, Jesus Cristo também pertence à esfera de Deus. Na verdade, a sua interioridade espiritual humana interage directamente com a interioridade divina do Filho de Deus, graças ao Espírito Santo, que é o animador desta reciprocidade amorosa humano-divina.

Por estar organicamente unido a nós, Cristo comunica-nos o Espírito Santo de modo intrínseco, isto é, como sangue do Senhor Ressuscitado, graças à interacção orgânica e dinâmica que nos une.

Associando a ressurreição de Jesus à comunicação do Espírito Santo, o evangelho de São João diz que a carne que Cristo nos dá na Eucaristia é uma realidade espiritual, não biológica (Jo 6, 62-63). Por outras palavras a carne e o sangue que Jesus nos dá a comer é a comunicação do Espírito Santo que nos vivifica e diviniza.

Eis as palavras do evangelho de São João: “E se virdes o Filho do Homem ressuscitar e voltar para onde estava antes. A carne não serve para nada. As palavras que vos disse são Espírito e Vida” (Jo 6, 62- 63).

Isto quer dizer que a Eucaristia é um sacramento que proclama, visibiliza e corporiza a acção salvadora de Jesus ressuscitado a actuar em nós pelo Espírito Santo. É esta a dinâmica do Novo Adão o qual é a cabeça da Nova Criação, como diz São Paulo (2 Cor 5, 17-19).

Com Cristo ressuscitado, a Humanidade atingiu a plenitude dos tempos, isto é, o limiar da ressurreição e integração na comunhão da Família divina. Se Cristo não fosse homem, nós não éramos divinos, pois somos divinizados pelo facto de formarmos uma união orgânica e dinâmica com ele.

Por outras palavras, ao comunicar-nos o dom do Espírito Santo, Jesus Cristo torna-se a fonte da vida eterna para nós. Podemos dizer que Jesus Cristo, ao ressuscitar, colocou a Vida Eterna ao nosso alcance!

Querendo afirmar que Deus não criou a Humanidade para a morte, o Livro do Génesis diz que no centro do Paraíso estava a Árvore da Vida cujo fruto dava a Vida Eterna aos que o comessem (Gn 3, 23). Isto quer dizer que a Vida Eterna não é inerente à condição natural do ser humano, mas sim uma graça que nos vem da Árvore da Vida. Depois o Génesis acrescenta que, devido ao seu pecado, Adão ficou impedido de comer o fruto da Árvore da Vida (Gn 3, 24).

Ao ressuscitar, Jesus Cristo abre de novo as portas do Paraíso. Segundo a linguagem da Eucaristia a Carne e o Sangue de Jesus, isto é, o Espírito Santo, é o fruto da Árvore da Vida: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu hei-de ressuscitá-lo no último dia. Na verdade, a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue uma verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e eu vivo pelo Pai, assim também, quem me come viverá por mim” (Jo 6, 54-57).

Deste modo, a Árvore da Vida renova-nos e liberta-nos do pecado do velho Adão. É hoje que Cristo Ressuscitado, o Novo Adão, está a fazer emergir em nós o Homem Novo. A Primeira Carta aos Coríntios, diz que o primeiro Adão era apenas um ser vivente, enquanto Cristo Ressuscitado é um espírito vivificante, isto é, a fonte da Vida Eterna (1 Cor 15, 45). Recorrendo à simbologia da Eucaristia, São Paulo diz que estamos organicamente unidos a Cristo, o Novo Adão, pois somos membros do seu corpo (1 Cor 12, 27). Nós só podemos dar frutos de vida na medida em que estivermos organicamente unidos a Cristo, tal como os ramos da videira estão unidos à cepa (Jo 15, 4-5).

A seiva que vem da cepa para os ramos e os torna fecundos é o Espírito Santo. Mediante a presença recriadora do Espírito Santo em nós, somos assumidos e incorporados na Família da Santíssima Trindade.

Isto quer dizer que a plenitude do Homem não é o humano mas o Divino!

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

O Mistério da Natureza Humana



Mineiro de Carvão, EUA 1938 (fonte: National Geographic)


Pai Santo,
A grandeza da tua sabedoria revela-se de modo admirável no conjunto das tuas obras. 
Mas é na Natureza humana que tu revelas de modo especial 
a tua sabedoria e o teu amor criador.

A natureza humana é um princípio de acção 
que dinamiza e coordena a estruturação do Homem, 
tanto na singularidade das pessoas, 
como na totalidade da comunhão humana universal.

A nível pessoal, a natureza rege a emergência espiritual do ser humano, 
bem como a sua identidade e estruturação pessoal.
A natureza humana apenas realiza a sua perfeição 
com a vida pessoal-espiritual. 
É a este nível que atinge a plenitude em Deus.

Na verdade, a natureza humana concretiza-se em pessoas e a divina também. 
Graças à força criadora da natureza humana, 
a pessoa acontece de modo gradual e progressivo 
como ser livre, consciente, responsável e capaz de amar.
Para isso, a natureza oferece à pessoa uma série de talentos 
que lhe dá a possibilidade de se realizar de modo único, original e irrepetível.

O ser humano começa por ser um dado biológico, 
mas está geneticamente programado para atingir o nível espiritual.
Na verdade, recebemos a nossa identidade genética, isto é, 
o nosso ADN com o seu feixe de possibilidades no momento da nossa concepção.

O conjunto dos nossos talentos genéticos interage 
com os nossos talentos históricos, 
sobretudo com o contexto em que nascemos e nos fomos estruturando.

Nesta interacção o amor é a dinâmica fundamental da estruturação da pessoa. 
Por outras palavras, o nosso ser espiritual emerge em processo histórico 
e a dinâmica que o faz emergir é a força das relações de amor.

A configuração da nossa identidade espiritual 
é o nosso jeito de amar e nos relacionarmos. 
A nossa identidade genética é mortal, 
mas a nossa identidade espiritual é imortal 
e está chamada à Comunhão Universal da Família de Deus.

Ao contrário da identidade genética, 
a identidade espiritual de uma pessoa depende dela, 
pois as pessoas humanas são seres em construção.

Isto quer dizer que a vida espiritual e a comunhão amorosa 
constituem o ponto mais alto da força criadora da natureza humana.
Mas também é verdade que o ser humano, através do pecado, 
é capaz de matar as possibilidades mais nobres da natureza humana.

O pecado é sempre uma oposição às propostas e interpelações do amor. 
Ao dizer não ao amor, o pecador diz não à sua humanização 
e à humanização das pessoas que marca de modo negativo.

A natureza divina não é uma realidade estática e a humana também não. 
A vertente biológica da natureza, 
interagindo com a vertente social e cultural 
constituem o leque primordial dos talentos 
ou possibilidades de realização de cada pessoa.

Como sabemos, o ser humano começa por ser 
o que os outros fizeram dele, 
como diz o evangelho de São Mateus na parábola sobre os talentos:

Uns recebem cinco, outros três, dois ou um (Mt 25, 14-30). 
Ninguém é herói por receber cinco, e ninguém é culpado por receber um.
A heroicidade radica na fidelidade a esses talentos. 
É este o modo de edificarmos a vida eterna.

A luta das ciências contra o envelhecimento e a morte 
estão a conseguir progressos dignos de admiração.
Mas não nos devemos esquecer de que a vocação fundamental do Homem 
não é apenas prolongar indefinidamente a vida mortal, 
mas sobretudo construir a vida eterna.

A vida eterna é a vida pessoal-espiritual. 
À medida que emerge e se estrutura, 
o nosso ser espiritual emerge capacitado para a comunhão universal da Família Divina.

Vale a pena no que São Paulo diz a este respeito: 
“Por isso não desfalecemos. Apesar de em nós, 
o homem exterior caminhar para a ruína e a morte, 
o homem interior renova-se e robustece-se dia a pós dia pelo Espírito Santo.

De facto, a nossa tribulação momentânea 
proporciona-nos um peso eterno de glória, 
muito além do que possamos calcular.
Por isso não olhamos para as coisas visíveis, mas para as invisíveis,
pois as coisas visíveis são passageiras, 
ao passo que as invisíveis são eternas” (2 Cor 4, 16-18).

A natureza humana e a natureza divina 
concretizam-se em pessoas talhadas 
para a comunhão na qual encontram a sua plenitude.

As pessoas humanas estão a realizar-se 
como seres proporcionais às pessoas divinas e, portanto, 
capazes de comungar familiarmente com as pessoas divinas.

Por outras palavras, as pessoas humanas 
não são iguais às divinas, mas são-lhe proporcionais. 
Por isso já pode acontecer comunhão amorosa entre Deus e o Homem.

A pessoa de Deus Pai e a pessoa de Deus Filho 
formam uma interacção orgânica 
ao ponto de Jesus chegar a dizer que "ele e o Pai são um” (Jo 10, 30).
Do mesmo modo a Humanidade, graças ao mistério da Encarnação, 
passou a fazer uma interacção orgânica e dinâmica com Cristo.

No evangelho de São João, Jesus descreve de maneira muito bonita 
a união orgânica da natureza divina com a natureza humana 
através do mistério da Encarnação:

“Eu sou a videira e vós os ramos. 
Quem permanece em mim e eu nele, 
esse dá muito fruto, pois sem mim nada podeis fazer.
Se alguém não permanece em mim, é lançado fora como um ramo e seca. 
Depois é lançado ao fogo e arde” (Jo 5, 6).

Como vemos, a plenitude da natureza humana, é a sua divinização, 
a qual acontece na dinâmica da comunhão orgânica com as pessoas divinas.
  
Pai Santo,
Louvado sejas por esta união orgânica 
que confere plenitude divina à natureza humana.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

A Fé vence o medo


Deus Santo,
Obrigado porque o medo deixa de habitar
o coração dos que começam a tomar-vos a sério.

Quando começamos a acreditar que o Espírito Santo está em nós
e actua por meio de nós, o medo começa a desaparecer.
Quando começamos a fazer render os talentos que  nos dais,
Deus Santo, começam a acontecer-nos coisas maravilhosas.

Os nossos talentos são capacidades para nos realizarmos
e facilitarmos a realização dos outros.
Eis a razão pela qual Jesus nos pede
para sermos fieis aos talentos que possuímos.

Deus Santo,
quero ser agradecido, realizando e partilhando com alegria
os dons que tenho recebido de vós e dos irmãos através de vós.
Reconheço, Deus Santo, o vosso amor generoso para comigo.
Por isso quero mostrar a minha gratidão partilhando com os irmãos os dons que recebi.

Quero proclamar a força libertadora que existe na partilha.
Pouco a pouco a vida ensinou-me esta verdade importante:
Aquilo que partilho nunca me fará falta.

Agora compreendo, meu Deus, que me destes os dons que possuo,
a fim de eu ser administrador de algo
que é também fonte de felicidade para os meus irmãos.

Dou-vos graças, Deus Bendito,
porque à medida em que vos fui conhecendo melhor 
ia sentindo a alegria e a segurança de que estou a caminhar,
não para o fracasso da morte
mas para a vitória da ressurreição com Cristo.

Quando começamos a meditar a vossa Palavra,
o medo deixa de ter morada no nosso coração.
Espírito Santo, ensina-me a orar à maneira de Jesus,
a fim de que a minha vida dê Frutos de vida como a sua vida deu.

Trindade Santíssima,
eu acredito que vós me tomais a sério
e quereis que eu faça parte da vossa família divina.

Por isso vos louvo:
Glória a ti Pai Santo!
Glória a ti, Filho Eterno de Deus!
Glória a ti, Espírito Santo!
Glória a ti, Jesus de Nazaré, Filho de Maria
que fazes um e o mesmo com o Filho Eterno de Deus.


Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

Oração Confiante de um Homem Crente

Trindade Santa,

Vós sois o único Deus Verdadeiro e o nosso Criador.
Obrigado por nos terdes amado ainda antes de nós existirmos.
Fostes Vós quem decidiu criar-nos inacabados,
a fim de sermos autores da nossa própria realização.

Espírito Santo,
Glória a ti que és o amor de Deus derramado nos nossos corações,
como diz São Paulo (Rm 5, 5).
Tu és a ternura maternal de Deus.
És tu quem anima a comunhão familiar que reina na casa de Deus.

Isto quer dizer que a tua presença maternal
é o princípio animador desse campo espiritual contínuo de interacções amorosas
e que constitui a interioridade máxima do Universo.

Tu és, Espírito Santo, o hálito da vida
que, no princípio, saiu das narinas de Deus
e passou para o interior do barro amassado do qual saiu Adão!
Ajuda-nos a compreender o Mistério do Homem em construção,
a fim de termos critérios para edificar o Homem Novo.

Espírito Santo,
Quando Jesus te enviou a nós, confiou-te a missão
de nos conduzires à Verdade plena, diz o evangelho de São João (Jo 16, 13).
És tu quem nos faz compreender o Mistério do Homem em construção.
És tu quem nos dá os critérios certos para sabermos edificar o Homem Novo.

Com esse teu jeito maternal de amar tu nos enches da sabedoria de Deus,
a fim de que as nossas palavras sejam sensatas
e as nossas atitudes criadoras de fraternidade.
És tu quem nos conduz e ilumina,
a fim de ajudarmos as pessoas que se cruzam connosco a ser felizes.

Espírito Santo,
Só com a tua força nós somos capaz de acolher os irmãos assim como eles são.
É este o teu jeito de nos acolher a cada um de nós.
Graças a ti nós somos capazes de agir de modo
a que ninguém fique mais pobre, triste ou machucado, por se encontrar connosco.

És tu quem nos torna fiéis à Palavra de Deus,
a fim de fazermos sempre a vontade do Pai
como Jesus que disse estas palavras:
“O meu alimento é fazer a vontade do meu Pai e realizar a sua obra” (Jo 4, 34).

Senhor Jesus Cristo,
Tu ensinaste aos teus discípulos que a vontade do Pai
coincide sempre com o que é melhor para nós.
Por isso, após a Páscoa, os teus discípulos começaram a testemunhar
o amor de Deus pela Humanidade.

Nós te louvamos porque nos deste o mesmo Espírito Santo
que capacitou os discípulos de Jesus para anunciar o Evangelho.
Também nós fomos consagrados por este mesmo Espírito Santo,
a fim de podermos anunciar a Notícia Bonita da tua Ressurreição.
Nós te louvamos, Jesus, por este chamamento que nos fazes.


Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

Pedindo a Deus a Sabedoria dos Profetas


Trindade Santa,
Vós sois o único Deus Verdadeiro, a nossa origem e a meta da nossa História! 
A génese do Universo teve início em Vós, Deus Bendito, nada existiu antes de Vós.

Vós sois o criador de todas as coisas, mas não vos confundis com nenhuma delas.
A Carta aos Efésios diz que Vós sois o princípio unificador de toda a Criação.
Eis as suas palavras:

“Há um só Corpo e um só Espírito. Existe apenas uma esperança à qual fostes chamados.
Há um só Senhor, uma só fé, um só baptismo, um só Deus Pai que é Pai de todos” (Ef 4, 4-6).

Filho Eterno de Deus
Nós te damos graças pelo mistério da Encarnação,
graças ao qual nós passamos a ser membros da Família Divina.

Ao falar da tua vinda, o evangelho de São João diz que te tornaste nosso irmão por amor
e ainda assim foste rejeitado:

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas aos que o receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

Estes não nasceram dos laços do sangue, nem de um impulso da carne,
nem da vontade do homem, mas sim de Deus.

E o Verbo Encarnou e veio habitar no meio de nós.
Nós vimos a sua glória, essa que ele possui como Filho Unigénito do Pai,
cheio de Graça e de Verdade” (Jo 1, 12-14).

Espírito Santo
És tu quem imprime nos nossos corações os talentos, isto é,
as possibilidades de que dispomos para levar por diante a tarefa da nossa humanização.

Com o teu jeito maternal de amar tu dinamizas e fortaleces
a nossa comunhão com o Pai e o Filho, introduzindo-nos na comunhão familiar de Deus.

Nós sabemos que és tu, Espírito Santo,
quem fortalece e anima esta imensa comunhão orgânica que une a Humanidade.

Também és tu o vínculo maternal da comunhão orgânica
que une a Divindade com a Humanidade.

Por outras palavras, tu és o coração que dinamiza o mistério da Encarnação,
essa interacção humano-divina que une de modo orgânico
a interioridade humana de Jesus com a interioridade divina do Filho Eterno de Deus.

Pai Santo, dá-nos essa Sabedoria que está contigo desde sempre,
como diz o Livro da Sabedoria:
“A intimidade da Sabedoria com Deus indica a nobreza da sua origem,
pois o Senhor do Universo amou-a desde toda a eternidade.
A Sabedoria está iniciada na ciência de Deus e foi ele quem inspirou as obras da Criação (…).

Se há alguém que deseje uma vasta experiência,
una-se à Sabedoria, pois ela conhece o passado e prevê o futuro.

A Sabedoria penetra as subtilezas da linguagem e tem a chave dos enigmas.
Sabe interpretar os sinais e prodígios
e antecipa o sentido das idades e dos tempos” (Sb 8, 3-8).

E depois acrescenta: “Deus de Bondade, dá-me a Sabedoria
que se senta junto do teu trono, a fim de eu pertencer ao número dos teus filhos.

Mesmo que alguém fosse perfeito entre os homens,
nada seria sem a sabedoria que vem de ti” (Sb 9, 4-6).

Suscita-nos, Espírito Santo, homens sábios
que possam transmitir-nos a Palavra de Deus ao jeito de Cristo,
a fim de caminharmos de modo seguro para ti.

Envia-nos profetas que denunciem a hipocrisia dos poderosos
que exploram e machucam os pobres sem pudor nem vergonha.

Devido ao materialismo que reina nas nossas sociedades,
a Humanidade está a perder os horizontes da sabedoria que brota de Deus.

Espírito Santo
Dá-nos bons evangelizadores, a fim de aprendermos
a separar com clareza o bem do mal
e a ter um sentido claro do mistério de Deus e do Homem.

Capacita os cristãos para serem testemunhas do Evangelho,
pois vivemos num mundo sem esperança.

Precisamos de homens e mulheres apaixonados pelo trabalho da evangelização do mundo,
a fim de os seres humanos conhecerem a verdade da salvação em Cristo.

Dá-nos homens corajosos que sejam no mundo uma luz
capaz de nos ajudar a caminhar no sentido da justiça e da paz.
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias